Breves
Guarda

O Ministério da Saúde «só apresenta soluções parciais e paliativas», protestou a União dos Sindicatos da Guarda, exigindo «admissão imediata de profissionais de Saúde para fazer face à grave carência na ULS Guarda». A estrutura distrital da CGTP-IN reagiu no dia 18, em comunicado, à publicação oficial do despacho sobre a necessidade de médicos em várias regiões, para abertura urgente de concursos, que para aquela unidade local de Saúde prevê apenas 15 vagas, deixando de fora especialidades como Cardiologia, Gastrenterologia e Pneumologia. A União não compreende que não tenha havido agilização de procedimento concursal para os demais profissionais, nomeadamente enfermeiros, onde há uma grave carência (138 lugares por preencher). Critica ainda o recurso sistemático a programas ocupacionais (CEI e CEI+) para responder à falta de assistentes operacionais e assistentes técnicos.
A USG reclama «medidas estratégicas para o Serviço Nacional de Saúde para o interior do País» e defende a integração das EPE no sector público administrativo, que «desde logo solucionava a dicotomia de direitos no seio das diversas profissões».


Algarve

A admissão imediata de enfermeiros para o Algarve foi exigida pela direcção regional do SEP/CGTP-IN, que comentou o despacho de 11 de Julho, sobre concursos urgentes para médicos especialistas, criticando a falta de resposta a outras graves necessidades.
No dia 19, o sindicato exigiu em comunicado uma rápida resolução para a falta de condições em que, há anos, são deixados numa sala do Centro de Saúde de Vila Real de Santo António os cadáveres a aguardar transporte das funerárias.
No dia 25, foi chamada a atenção para a falta de viaturas, que no fim-de-semana inviabilizou os cuidados continuados em Albufeira e os limitou em Loulé.
Quanto ao reforço do serviço no Verão, com a «consulta do turista», o SEP alertou, com o exemplo de Portimão, para a forma como não funciona a «consulta do algarvio» durante todo o ano.


Braga

Vão fazer greve amanhã, dia 29, os trabalhadores da Câmara Municipal de Braga e empresas municipais, para exigir que a reposição das 35 horas semanais seja aplicada sem discriminações, independentemente do tipo de vínculo e do serviço. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, que promove a luta, afirma que muitas centenas de trabalhadores, com contrato de regime privado, continuam a cumprir 40 horas semanais, enquanto quem tem contrato em funções públicas regressa às 35 horas. «Trata-se de uma injustiça gritante, que despreza o princípio do tratamento mais favorável», protestou o STAL/CGTP-IN, ao confirmar anteontem a greve, defendendo que, «se os trabalhadores em regime privado do município não tiveram qualquer tratamento mais favorável quando foram decretados cortes salariais para os funcionários públicos, também agora não há nenhuma razão para que sejam excluídos da redução do horário».
A greve visa ainda reclamar a resolução das situações de trabalho precário, com passagem para vínculo efectivo e inserção em carreiras profissionais.
Na semana passada, o STAL condenou a «operação propagandística» do presidente da CM Braga, em torno de um protocolo com o SNBP para alterar o regime de turnos e o horário na Companhia de Bombeiros Sapadores.


Minuto

A CM de Macedo de Cavaleiros «procura enganar os trabalhadores, obrigando-os a cumprir 40 horas, mesmo após a entrada em vigor das 35 horas em toda a Administração Pública», acusou o STAL, que contestou no dia 20 um despacho que veio manter a «jornada contínua» para todo o pessoal daquele município transmontano. O sindicato lembrou que «o logro começou em Fevereiro de 2014», como o sindicato então denunciou, propondo a celebração de um acordo colectivo que salvaguardasse as 35 horas. Exigindo o cumprimento dos requisitos fixados em lei, o STAL exige a revogação do aberrante despacho que reduz a um minuto a diferença entre a jornada normal de trabalho e a jornada contínua.