Aconteu
Moniz Pereira<br>símbolo do atletismo

Mário Moniz Pereira, um dos maiores símbolos do desporto e do atletismo nacionais faleceu, dia 31, aos 95 anos, vítima de pneumonia.

Apaixonado pelo desporto, praticou andebol, basquetebol, futebol, hóquei em patins, ténis de mesa e voleibol, mas foi ao atletismo que mais se dedicou, tornando-se a referência nacional, sobretudo depois do 25 de Abril de 1974.
Como técnico e dirigente do Sporting Clube de Portugal, do qual era sócio n.º 2, treinou grandes figuras como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Domingos Castro, Dionísio Castro, Rui Silva, Francis Obikwelu ou Naide Gomes.
Licenciado em Educação Física pelo Instituto Nacional de Educação Física (INEF) em Lisboa, onde deu aulas durante 27 anos, Moniz Pereira participou em 12 Jogos Olímpicos entre 1948 e 2012.
Conhecido como o «Senhor Atletismo», Moniz Pereira destacou-se ainda como compositor, pertencendo-lhe o fado celebrizado por Maria da Fé «Valeu a Pena».
O PCP endereçou condolências à família do professor Mário Moniz Pereira, sublinhando a «figura marcante do atletismo e do desporto nacionais, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa, personalidade reconhecida pela dimensão e valores culturais, éticos e humanistas que marcaram o seu percurso de vida e profissional».


Desemprego recua,<br>mas pouco

A taxa de desemprego fixou-se em Junho nos 11,2 por cento, recuando 0,9 pontos percentuais relativamente ao mesmo mês de 2015.
De acordo com os dados divulgados, dia 28, pelo Instituto Nacional de Estatística, a população desempregada ascendia a 568,8 mil pessoas, o que representa um decréscimo de 0,7 por cento (menos quatro mil pessoas) face ao valor definitivo obtido para Maio último.
O INE revelou ainda que a taxa de desemprego das mulheres foi de 11,5 por cento (11,4% em Maio) e a dos homens foi de 10,9 por cento (11,1% em Maio).
A taxa de desemprego dos jovens baixou de 28,1 por cento em Maio para 27,2 por cento.
A população empregada é agora de quatro milhões 532,2 mil pessoas, tendo aumentado 0,2 por cento em relação ao mês anterior (mais 7,7 mil pessoas), sinaliza ainda o INE.
A estimativa provisória do INE teve em consideração a população dos 15 aos 74 anos, sendo os valores ajustados dos efeitos da sazonalidade.


<i>Numerus clausus<br>gera selectividade</i>

As camadas sociais mais desfavorecidas estão sub-representadas no Ensino Superior, conclui um estudo intitulado «Sucesso e Abandono no Ensino Superior em Portugal».
Em declarações à Lusa, dia 28, o investigador José Manuel Mendes, coordenador do trabalho, defendeu o abandono do numerus clausus como mecanismo único de selecção, o qual favorece os alunos das classes mais altas.
O estudo revela que 46 por cento dos alunos são filhos de profissionais liberais (profissões exercidas no público ou no privado que exigem qualificações superiores, com alguma autonomia e capacidade de supervisão), apesar destes apenas constituírem 28 por cento da população trabalhadora.
Ao mesmo tempo, os filhos de operários, classe que representa cerca de 30 por cento dos trabalhadores portugueses, constituem entre 15 a 20 por cento do universo do ensino superior.
Alguns cursos, como medicina ou arquitetura, são ainda mais selectivos: «não há praticamente filhos da classe operária», referiu o investigador.


Mercado do carbono<br>não reduziu gases

O mercado europeu de carbono, criado no contexto do Protocolo de Quioto, não conseguiu, desde 2008, dar o seu contributo para a redução de gases com efeito de estufa, concluiu o investigador Carlos Freitas, que estudou o caso das eléctricas da Península Ibérica.
O estudo constata que as companhias de electricidade fizeram reflectir nos preços os custos do carbono, mesmo durante o período entre 2008 e 2012, quando recebiam as licenças gratuitamente, o que lhes proporcionou lucros extraordinários.
E se Portugal e Espanha alcançaram os objectivos de redução das emissões, referiu o investigador, dia 1, à agência Lusa, tal não se deveu ao mercado de carbono, mas a uma redução do consumo de energia, ao abrandamento da economia e ao aumento das renováveis.


Faleceu Fernando Costa

Fernando Costa, figura destacada do cinema português, faleceu, dia 28, aos 79 anos.
Recentemente distinguido pela Academia Portuguesa de Cinema com o prémio Sophia de carreira, começou a trabalhar na Tobis com apenas 17 anos.
Fundador da Cinemate em 1965, foi chefe electricista, operador de câmara, director de fotografia e produtor.
Trabalhou com realizadores como Perdigão Queiroga, Henrique Campos, Jesus Franco, Francis Ford Coppola, Fernando Vendrell e Franklin Schaffner.
Como salientou a Academia Portuguesa de Cinema, «a história de Fernando Costa confunde-se com a história do cinema português dos últimos sessenta anos».



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