Aconteu
Escolas perderam<br>42 mil docentes

Entre 2004 a 2015 saíram 42 mil docentes do sistema de ensino, três quartos dos quais durante os anos da troika.
Segundo dados que constam no relatório sobre o Perfil do Docente, publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação da Ciência, o volume de saídas representou mais de um quarto (27%) do total de efectivos que estavam no serviço em 2004/2005.
A sangria de professores atingiu sobretudo as escolas públicas, uma vez que os colégios privados perderam menos de mil professores em dez anos (920), o que representa uma quebra de 6,5 por cento do total de efectivos.
A drástica redução de docentes no sistema público resultou, entre outros factores, do encerramento de quase cinco mil escolas desde 2002.


«Bullying» vitima<br>maioria dos jovens

Dois em cada três jovens de 18 países afirmam terem sido vítimas de «bullying», de acordo com uma sondagem realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
inquérito, realizado através da Internet, foi tornado público, dia 12, a propósito do Dia Internacional da Juventude.
Segundo a UNICEF, mais de cem mil jovens entre os 13 e os 30 anos, de várias regiões do mundo, participaram no estudo.
O «bullying» continua a ser um fenómeno mal compreendido que ameaça o bem-estar das crianças e dos jovens, realçou Theresa Kilbane, conselheira para assuntos de proteção infantil da UNICEF.
Para combater este tipo de violência, a responsável considera necessário envolver professores e pais para identificarem riscos e para protegerem as vítimas.


Desemprego desce<br>para níveis de 2011

A taxa de desemprego no segundo trimestre situou-se em 10,8 pro cento, 1,6 pontos percentuais abaixo da registada no trimestre anterior e 1,1 pontos percentuais inferior à do trimestre homólogo de 2015.
De acordo com as estatísticas do emprego divulgadas, dia 10, pelo Instituto Nacional de Estatística, a população desempregada, estimada em 559,3 mil pessoas, recuou 12,6 por cento face ao trimestre anterior (menos 80,9 mil pessoas) e diminuiu 9,8 por cento face ao trimestre homólogo de 2015 (menos 61,1 mil pessoas), atingindo o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2011.


China lança<br>satélite quântico

O primeiro satélite de telecomunicação quântica do mundo foi lançado na madrugada de terça-feira, 16, a partir do centro de lançamento de Jiuquan, no Noroeste da China.
O aparelho, designado pelas iniciais QUESS, vai tentar transmitir à Terra e receber a partir desta fotões quânticos, que em teoria não podem ser separados ou duplicados, o que poderá permitir o estabelecimento de comunicações seguras.
O QUESS investigará ainda o mistério científico do entrelaçamento quântico, teoria que a ser provada tornaria realidade o teletransporte, avanço tecnológico até aqui reservado à ficção cientifica.


TC denuncia<br>faltas do Estado

O Tribunal de Contas acusou, dia 16, o Estado de exigir aos cidadãos regras que não ele próprio cumpre.
No seu relatório sobre o acompanhamento da execução orçamental da Administração Central em 2015, o Tribunal aponta violações das normas legais relativas à gestão e controlo orçamental, de tesouraria e de património, bem como o incumprimento das recomendações do próprio tribunal, nomeadamente a interligação dos sistemas da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ao sistema de contabilização das receitas da Conta Geral do Estado.
A este propósito o TdC considera que tal como foi implementada em poucos meses a E-factura, «é mais do que oportuno que o Estado, o Ministério das Finanças e a AT também apliquem os princípios e procedimentos que tornaram obrigatórios aos contribuintes».


Cineasta ganha prémio<br>em Locarno

O realizador por português, João Pedro Rodrigues, conquistou, dia 13, o Leopardo para Melhor Realização no Festival de Locarno, com o filme «O Ornitólogo».
A obra, cujo enredo se passa em Trás-os-Montes em torno de um ornitólogo que procura a cegonha preta, espécie rara, não tem ainda estreia prevista em Portugal, mas será mostrada nas salas de França a partir de 30 de Novembro.
João Pedro Rodrigues, que já tinha sido distinguido em Locarno, em 2012, com uma menção especial do júri, pela longa-metragem “A última vez que vi Macau», espera que o prémio possa desbloquear a situação e permitir que o filme seja visto nas salas nacionais.
No festival estiveram em competição seis longas-metragens e quatro curtas-metragens de autores portugueses.



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