O compromisso do PCP é com os trabalhadores e o povo
PCP promete continuar a luta
em defesa dos trabalhadores e do povo
Manter a linha em 2017

Em terras algarvias, Jerónimo de Sousa defendeu, no domingo, que o Orçamento do Estado (OE) para 2017 deve manter a «linha» de devolução de rendimentos e de direitos.

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Em Monte Gordo, durante um convívio de Verão realizado no Parque de Merendas, onde estiveram várias centenas de pessoas, o Secretário-geral do PCP salientou que é preciso responder «à complexidade da situação política e social», que «continua numa linha de agravamento em várias áreas», resultante dos «constrangimentos e condicionamentos externos» impostos pela União Europeia.

«Vamos ter pela frente grandes questões, designadamente do OE para 2017», anteviu Jerónimo de Sousa, sublinhando que é preciso continuar «esta linha de devolução, de reposição de direitos, de respeito pelos salários, de aumentos das pensões e reformas» e não «voltar à política de austeridade» defendida pelo PSD e CDS. «Esse caminho foi rejeitado a 4 de Outubro [de 2015] pela maioria do povo português», que «não tem saudades» do anterior governo, que impunha, como «única receita, a austeridade», lembrou.

Tudo isto «leva a um aumento da responsabilidade do actual Governo», do PS, que é o de saber se «soçobra [virar violentamente de baixo para cima ou vice-versa] perante as pressões da direita da União Europeia (UE) ou se connosco procura soluções duradouras, de respeito pela esperança, pelo sentimento que os portugueses têm de que é possível, no seu País, terem uma vida melhor» e não terem de «recorrer à emigração», afirmou o Secretário-geral do PCP.

Na sua intervenção, qualificou ainda como «inaceitáveis» as «ameaças de sanções» feitas pela Comissão Europeia (CE) a Portugal, assim como as decisões que Banco Central Europeu quer impor sobre a gestão do sistema financeiro e sobre a situação na Caixa Geral de Depósitos.

Contribuição valiosa

À noite, em Lagos, durante um jantar no Mercado do Levante, «uma grande iniciativa de camaradas e amigos do PCP», Jerónimo de Sousa começou por criticar o facto de ali não estar «nenhum órgão de comunicação social», uma vez que «foram todos, a correr, para o Pontal», à rentrée do PSD.

Ali, como já tinha feito no concelho de Vila Real de Santo António, recordou que das eleições de 4 de Outubro «resultou uma nova composição na Assembleia da República». «O PCP, consciente do significado da derrota do governo PSD/CDS, tomou a iniciativa e deu uma contribuição valiosa, expressa na posição conjunta do PS e do PCP», destacou, frisando que o documento, «de carácter e dimensão limitada, procurava dar resposta a problemas mais urgentes», para travar a ofensiva.

Assim foi possível, num balanço sintético, devolver salários e rendimentos, repor horários de trabalho e feriados, restituir o abono de família, eliminar taxas moderadoras, defender a Escola Pública e travar privatizações.

«Cada uma destas medidas representou um avanço incontornável», valorizou o Secretário-geral, sublinhando que o PCP vai continuar a apoiar «tudo aquilo que for positivo para os trabalhadores, para o povo e para o País», nunca «abdicando da luta por uma política alternativa, patriótica e de esquerda».
 

Flagelo dos incêndios exige medidas concretas
Trágico desfilar de dramas

Jerónimo de Sousa falou ainda sobre o flagelo dos fogos. «Assistimos ao trágico desfilar de dramas, com bens materiais destruídos e vidas humanas perdidas nos incêndios que têm grassado com particular gravidade em várias regiões do Continente e na Região Autónoma da Madeira, designadamente no Funchal», lamentou, dirigindo uma palavra de «solidariedade» para com as populações atingidas e de «apreço» pelo incansável trabalho dos bombeiros e de outros intervenientes.

«O nosso Partido há muito que vem alertando para as causas deste flagelo e para o que é necessário fazer», recordou, afirmando a necessidade de «investir no ordenamento florestal, na limpeza das matas e no reforço dos meios permanentes, designadamente nas equipas dos sapadores florestais e de prevenção de combate aos fogos».

Fundamental será também «reforçar os serviços do Ministério da Agricultura para apoiar os pequenos produtores» e assegurar «uma outra política agrícola, que respeite e valorize os pequenos e médios produtores agrícolas e florestais», assegurando-lhes «um justo rendimento pelo seu trabalho».

Tudo isto deverá fixar «populações no interior e no espaço rural, combatendo o abandono e a desertificação», defendeu, informando que o PCP tem vindo a intervir, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, para assegurar «os meios de emergência», fazer «os levantamentos de todos os prejuízos» e accionar as «medidas de excepção, tendo em conta a gravidade da situação».

 



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