PCP solidário com povo angolano
Congresso do MPLA

O VII Congresso do MPLA, realizado em Luanda de 17 a 20 de Agosto, reelegeu José Eduardo dos Santos como presidente do partido e aprovou a Moção de Estratégia para o período 2016-2021.

Na reunião magna, que decorreu sob o lema «MPLA – Com o Povo rumo à Vitória», participaram 2530 delegados em representação dos militantes do partido em Angola e na diáspora, bem como convidados estrangeiros de diversos países africanos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou Namíbia, e de países de outros continentes, entre os quais Cuba, Vietname, China, Palestina ou Portugal. No decorrer dos trabalhos foram ainda eleitos os 363 membros do Comité Central, e aprovados vários documentos, como as alterações aos estatutos e os relatórios do Comité Central. O Congresso recomendou o prosseguimento das acções para o fortalecimento do trabalho político-ideológico, de modo a preparar os dirigentes, responsáveis, quadros e militantes do partido. «O objectivo é permitir uma melhor reflexão, crítica e compreensão dos fenómenos políticos, económicos e sociais indispensáveis ao debate político», afirmou-se no debate, segundo se pode ler na página do MPLA na Internet.

Foi ainda recomendado o reforço da capacidade organizativa das estruturas do partido e dos militantes, visando a melhoria da vida interna e uma maior inserção na sociedade, assim como a mobilização e recrutamento de novos membros e a emissão do Cartão de militante. A gestão dos quadros e promoção da avaliação periódica do desempenho dos dirigentes, responsáveis e trabalhadores aos vários níveis; a prossecução das acções no âmbito da Estratégia para a Política de Quadros do MPLA e a prestação de particular atenção aos antigos combatentes, proporcionando-lhes condições para uma vida mais digna, foram outros dos aspectos a merecer atenção.

PCP presente

O PCP esteve presente no Congresso, a convite do MPLA, sendo representado por Rui Fernandes, membro da Comissão Política.

Na intervenção que foi convidado a proferir perante os delegados, o dirigente comunista referiu-se à «actual situação internacional, marcada pelo aprofundamento da crise estrutural do capitalismo e pela ofensiva agressiva do imperialismo», que «coloca grandes desafios e exigências aos povos e aos estados que afirmem a sua soberania e direito ao seu desenvolvimento». Considerando ser «motivo de grande preocupação a escalada de operações de ingerência, desestabilização e agressão promovidas pelos Estados Unidos, a NATO e a União Europeia contra estados soberanos, como no Médio Oriente, em África e na Ásia Central, com o objectivo de impor relações de domínio político e económico, de domínio neocolonial», o PCP sublinhou a importância do «fortalecimento e alargamento de uma ampla frente anti-imperialista que inverta o actual curso das relações internacionais e torne possível uma nova ordem internacional livre de relações de exploração e opressão nacional, mais pacífica, mais equitativa e mais justa».

O PCP expressou ainda o seu interesse em «acompanhar os importantes desafios que se colocam a Angola e ao seu povo» e em «aprofundar o seu conhecimento sobre as linhas orientadoras, prioridades e projectos com vista à continuação da reconstrução e do desenvolvimento económico e social de Angola, assim como das medidas e iniciativas em que o MPLA está empenhado para responder a necessidades do povo angolano, nomeadamente as colocadas pela difícil situação decorrente da baixa do preço do petróleo», «no ultrapassar de problemas e dificuldades, assim como em salvaguardar a paz tão duramente conquistada em 2002».

Solidariedade

O PCP recordou a sua solidariedade com o povo angolano «na sua longa luta pelo fim do colonialismo português, pelo fim da agressão do regime do apartheid da África do Sul, pelo fim da ingerência do imperialismo e da acção criminosa da UNITA, pela conquista da paz, pela reconstrução do seu país». Reafirmou também a sua solidariedade com o povo angolano e o MPLA «rejeitando operações de desestabilização contra Angola e o seu povo, considerando que cabe ao povo angolano decidir soberanamente do seu presente e futuro, liberto de quaisquer ingerências externas».

Sublinhando os percursos diferenciados e as realidades distintas em que os dois partidos intervêm, o PCP formulou o seu desejo de que o VII Congresso do MPLA «represente um contributo para a construção de um futuro melhor e a concretização das aspirações do povo angolano» e de «prosseguir e desenvolver as relações históricas» que unem os dois partidos e de «contribuir para o estreitamento dos laços de amizade e cooperação entre Portugal e Angola e entre o povo português e povo angolano».




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