Aconteu
Analfabetismo afecta meio milhão

Há cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados dia 3.
A maioria é idosa e vive em zonas do interior. Mas existem 30 mil pessoas em idade activa, ou seja, entre os 18 e os 65 anos, que não sabem ler nem escrever.
Nos anos 70, um em cada quatro portugueses não sabia ler (25%). Hoje, apesar de o Ensino Secundário abranger dez vez mais alunos do que a 25 de Abril de 1974, o analfabetismo continua a afectar cinco por cento da população, mantendo Portugal no topo da tabela dos países europeus relativamente a este indicador.
O Alentejo é a região mais problemática, com uma taxa de analfabetismo superior a nove por cento. O contraponto é a região de Lisboa, onde um pouco mais de três por cento da população não sabe ler.


Provedora investiga Durão Barroso

A provedora de Justiça europeia, Emily O'Reilly, pediu esclarecimentos sobre a posição da Comissão Europeia face à nomeação do ex-presidente Durão Barroso para administrador não-executivo na Goldman Sachs Internacional (GSI).
Segundo um comunicado, divulgado dia 6, O'Reilly quer saber que medidas Bruxelas tomou para verificar se a nomeação está conforme com as obrigações éticas estipuladas e se o presidente da Comissão Europeia pediu ou tenciona pedir um parecer ao Comité de Ética da Comissão Europeia.
A provedora considera que a contratação de Durão Barroso «levanta dúvidas sobre a adequação» do código de conduta.


Maria Isabel Barreno, voz da igualdade

A escritora e investigadora Maria Isabel Barreno faleceu dia 3, aos 77 anos. Durante a ditadura, foi julgada no processo conhecido por «Caso das Três Marias», em 1972, juntamente com Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta, autoras das «Novas Cartas Portuguesas», livro publicado em 1971 e logo proibido pelo regime.
Autora de uma vasta obra, da poesia ao romance, recebeu diversas distinções, entre as quais o Prémio Fernando Namora (pelo romance «Crónica do Tempo», em 1991), e os prémios Camilo Castelo Branco e Pen Club Português de Ficção, pelo livro de contos «Os Sensos Incomuns» (1993). Em 2004 foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
A par do seu activismo, Maria Isabel Barreno desenvolveu actividades no campo das artes plásticas, com várias exposições de desenho e tapeçaria.


Morreu a actriz Anna Paula

A actriz Anna Paula, de 87 anos, cuja carreira passou sobretudo pela televisão, em telenovelas como «Vila Faia» e em filmes como «O Costa d´África», faleceu, dia 31, na Casa do Artista, em Lisboa.
Iniciou a carreira nos anos 40, tendo trabalhado na Companhia de Teatro Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro, no Teatro Estúdio Lisboa, e no Teatro Experimental do Porto, além de numerosas participações na televisão, cinema, e na rádio.
A partir de 1981 integrou o elenco fixo do Teatro Experimental de Cascais e, nessa altura, entrou na série televisiva «Retalhos da vida de um médico».
Foi condecorada pela Câmara Municipal de Cascais, em 1994, e recebeu o prémio de «Melhor Actriz de Teatro Declamado», em 1985, atribuído pela Associação dos Críticos.


Portugal ganha óscares do turismo

Portugal ganhou 24 óscares nas 91 categorias de turismo a que concorreu no âmbito do World Travel Awards, realizado dia 4, na Sardenha, em Itália.
O Algarve foi eleito o melhor destino europeu de praia. A Madeira foi considerada a melhor ilha e Lisboa considerada como o melhor destino de cruzeiros e com o melhor porto.
Os Passadiços do Paiva, construídos em Arouca, foram eleitos o melhor projecto de desenvolvimento turístico da Europa.
Os prémios distinguiram ainda vários hotéis e empresas turísticas. A TAP conseguiu a distinção de melhor companhia aérea a voar para África e para a América do Sul.


Galp Power prejudicou consumidores

O regulador da energia condenou a Galp Power a pagar 500 mil euros por infracções na atribuição da tarifa social.
Segundo revelou, dia 5, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a coima foi reduzida a metade porque a empresa «colaborou e abdicou da litigância judicial».
Em causa está a não aplicação da tarifa social e do Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE) a consumidores economicamente vulneráveis.
A Galp Power reconheceu responsabilidades e comprometeu-se a compensar os consumidores afectados



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