Aconteu
Dívida pública sobe<br>para 133% do PIB

A dívida pública aumentou no terceiro trimestre deste ano para os 133,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados divulgados dia 21 pelo Banco de Portugal.
O Boletim Estatístico da instituição indica que a dívida pública ascendeu a 244 420 milhões de euros no final de Setembro, mais de 1130 milhões acima do valor verificado no final de Agosto (243 289 milhões de euros).
Comparando com o segundo trimestre, o último período para o qual o banco central disponibiliza o rácio da dívida sobre o PIB, este indicador passou de 131,7 por cento em Junho para 133,1 por cento em Setembro.
Já a dívida líquida dos depósitos da administração pública foi de 223 149 milhões de euros, o equivalente a 121,5 por cento do PIB, o que representa uma ligeira diminuição face a Agosto (223 605 milhões de euros).


Estado perde 70 mil funcionários

O Estado perdeu mais de 71 mil funcionários públicos entre Dezembro de 2011 e Setembro último, o que representa uma quebra de 9,9 por cento, correspondente a menos 71 670 postos de trabalho.
De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada, dia 15, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o emprego no sector das administrações públicas empregava 655 503 pessoas.Já em comparação com o final do trimestre anterior (30 de Junho), os dados da DGAEP indicam que o emprego nas administrações públicas caiu em 3659 postos de trabalho (-0,5%) no terceiro trimestre deste ano.
Os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior registam a maior quebra de emprego (menos 3243 postos de trabalho), devido ao facto de a colocação de docentes não ter terminado no final de Setembro.


Souto Moura ganha Piranesi Prix

O arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido com o Piranesi Prix de Rome 2017, segundo anunciou dia 21 a Academia Adrianea de Arquitectura e Arqueologia Onlus, em Itália.
O prémio será entregue ao arquitecto português numa cerimónia que terá lugar em 24 de Março do próximo ano, na Casa da Arquitectura – Acquario Romano.
A Academia considera Souto Moura «um dos mais influentes e notáveis arquitectos do mundo» e salienta a sua actividade de professor no Polo Territorial de Mantova do Politécnico de Milão.


Faleceu Maria Eugénia Varela Gomes

Maria Eugénia Varela Gomes faleceu, dia 20, aos 90 anos. Figura marcante da resistência antifascista, nasceu em Évora, em 1925. Tomou contacto com os meios operários na qualidade de assistente social. Já casada com o capitão João Varela Gomes, de quem tem dois filhos e duas filhas, envolveu-se na campanha eleitoral de Humberto Delgado, em 1958.
Em 1962 é presa e torturada pela PIDE, na sequência do assalto ao quartel de Beja, comandado pelo marido. Em 1968 funda com outras personalidades da oposição a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP).
Numa mensagem de condolências enviada à família, o Secretariado do CC do PCP recorda a «trajectória de resistente antifascista convicta e consequente que foi a Maria Eugénia, evocando o seu valioso contributo ao movimento de oposição democrática à ditadura fascista, a sua coragem e dignidade perante as sevícias da PIDE, a mulher que tudo sacrificou ao apoio ao seu companheiro preso».
A nota salienta ainda o «seu importante papel na solidariedade aos presos e perseguidos políticos e na luta dos seus familiares assim como o seu empenho na criação e actividade da CNSPP.


Pilar del Río recebe prémio<br>Luso-Espanhol

A jornalista e tradutora Pilar del Río, viúva do Nobel da Literatura, José Saramago, foi distinguida, dia 15, com o Prémio Luso Espanhol de Arte e Cultura 2016.
O júri destacou o papel da presidente da Fundação Saramago, pela sua dedicação «à defesa dos direitos humanos, à promoção da literatura portuguesa e ao intercâmbio da cultura portuguesa, espanhola e latino-americana».
O galardão foi criado pelos ministérios da Cultura de Portugal e Espanha e é atribuído de dois em dois anos.


Livro assinala 40 anos<br>da Constituição

No âmbito das comemorações do 40.º aniversário da Constituição da República, a Associação Conquistas da Revolução lançou o livro «A Conquista dos Direitos Democráticos», com textos de António Madureira, Batista Alves, Alfredo Maia, Pedro Tadeu, Rui Pereira, Guilherme da Fonseca, Castro Carneiro e Manuel Freitas.
A obra foi apresentada por Jorge Sarabando, numa sessão realizada, dia 17, na Casa do Alentejo, em Lisboa.



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