Breves
Airbus suprime mil empregos

O grupo aeroespacial europeu Airbus vai eliminar mais de mil postos de trabalho no âmbito de uma reestruturação que consiste na integração da filial de aviação comercial no grupo principal designado Airbus Group, ex-EADS.

Os números avançados pelos sindicatos não foram ainda confirmados pela administração da multinacional, que vive momentos de prosperidade, com um caderno de encomendas no valor de um bilião de euros, tendo assegurados oito a dez anos de produção.

Recorde-se que entre 2007 e 2008, a Airbus eliminou mais de cinco mil postos de trabalho, recorrendo as rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas e outros instrumentos. Actualmente o grupo emprega 140 mil pessoas em todo o mundo.


Coca-Cola não cumpre sentença

Os trabalhadores da fábrica da Coca-Cola de Fuenlabrada, em Madrid, voltaram a manifestar-se, dia 22, para exigir que a multinacional integre efectivamente os trabalhadores atingidos por um despedimento colectivo entretanto anulado pelos tribunais.

A sentença, ratificada pelo Tribunal Supremo e pela Audiência Nacional de Espanha, determinou a reabertura da fábrica como centro industrial e de logística. Porém, passado um ano da vitória nos tribunais, os trabalhadores afirmam que não têm funções efectivas, ocupando-se sobretudo de mover caixas e garrafas vazias.

Os sindicatos acusam a empresa de «agressão e maus tratos psicológicos continuados» aos trabalhadores, com o objectivo de provocar desânimo e levá-los a aceitar o despedimento.


Schulz deixa Parlamento Europeu

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, anunciou, dia 24, que vai abandonar o cargo para concorrer às eleições legislativas na Alemanha previstas para o Outono do próximo ano.

Schulz declarou que pretende apenas apresentar-se como cabeça-de-lista do SPD pelo estado da Renânia do Norte-Vestefália, mas os observadores admitem que o seu objectivo é disputar a liderança do Partido Social-Democrata com Sigmar Gabriel no próximo congresso.


Greve cancela quase 3 mil voos

Os pilotos da companhia alemã Lufthansa terminaram, no sábado, 26, uma greve de quatro dias que provocou o cancelamento de 2755 voos, afectando um total de 345 mil passageiros.

O sindicato Cockpit suspendeu o protesto, num gesto de compreensão e atenção para com os passageiros, mas advertiu que a greve poderia ser retomada logo no início da semana.

Na sexta-feira, 25, o Cockpit rejeitou a contra-proposta melhorada da companhia, classificando-a como uma «tentativa de vender vinho velho com um rótulo novo», segundo declarações de Joerg Handwerg, membro da direcção do sindicato, citado pela agência noticiosa AFP.

Em vez da proposta inicial de 2,5 por cento, a Lufthansa oferece agora dois aumentos, um de 2,4 por cento este ano e outro de dois por cento em 2017, propondo ainda uma prestação única equivalente a dois salários.

Entretanto, a companhia insiste no aumento da idade da reforma de 59 anos para 60 anos até 2018.

Segundo o jornal Bild, cada dia de greve custa à Lufthansa cerca de 10 milhões de euros.


Juncker alarga «período de nojo»

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pretende aumentar em seis meses o «período de nojo» dos comissários europeus.

Numa carta endereçada, dia 23, ao presidente do Parlamento Europeu, Juncker propõe o reforço das normas do código de conduta dos comissários, alargando de 18 meses para dois anos o período em que não podem aceitar empregos. Para o presidente da Comissão, o período mínimo proposto é de três anos.

«Penso que o nosso Código de Conduta deve ser reforçado de modo a fixar padrões éticos o mais alto possível para casos de conflito de interesses», justificou Juncker na carta.

Na origem desta proposta estão, nomeadamente, a recente contratação de Durão Barroso para a Goldman Sachs Internacional e da ex-comissária Neelie Kroes para a Uber.