13 de Dezembro de 1545<br>– Concílio de Trento

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Conhecido como o Concílio da Contra-reforma, o Concílio de Trento, convocado pelo Papa Paulo III, foi o 19.º concílio ecuménico da Igreja Católica e o mais longo da sua história, já que se prolongou, com várias interrupções por divergências políticas ou religiosas, até 1563. Iniciado 28 anos depois da publicação das 95 teses de Lutero, o conclave visou dar resposta às questões candentes, críticas acesas e divisões profundas que grassavam na Europa na sequência das Reformas Protestantes: o luteranismo, o calvinismo e o anglicanismo, que durante cerca de um século provocaram lutas políticas e guerras civis. Entre as principais decisões tomadas no Concílio realizado na cidade do Tirol italiano conta-se a reafirmação dos dogmas da fé católica, principalmente da liturgia, o regresso da Inquisição, a criação da Companhia de Jesus e a criação do Índice de Livros Proibidos (Index Librorium Proibitorium), relação de livros contrários aos dogmas e ideias defendidos pela Igreja Católica. Obras como «O Elogio da Loucura», de Erasmo de Roterdão, e «Decameron», de Boccaccio, foram incluídos no Index. As medidas emanadas do Concílio foram as principais fontes do direito eclesiástico até à promulgação do Código de Direito Canónico em 1917.



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