Aconteu
Privação material<br>atinge dois milhões

Dois milhões de pessoas vivem actualmente em «privação material» em Portugal e cerca de 868 mil em «privação material severa».
Os números divulgados, dia 15, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram uma redução da percentagem da população que vive em privação material, que baixou de 21,6 por cento, em 2015, para 19,5 por cento, no ano que agora finda.
O «Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2016» refere ainda que 2,6 milhões de pessoas (25,1%) encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social, taxa que baixou igualmente em 1,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
A percentagem da população em risco de pobreza passou de 17,9 por cento, em 2009, para 21,8 por cento, em 2015, tendo atingido o pico em 2013 com 25,9 por cento.


Emprego mantém<br>linha de crescimento

O número de pessoas com emprego em Portugal aumentou 2,2 por cento no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2015.
Segundo dados do Eurostat publicados dia 13, a taxa de emprego na zona euro cresceu, no terceiro trimestre, 1,2 por cento em termos homólogos e 0,2 por cento em relação ao trimestre anterior.
Portugal teve a maior subida em cadeia do indicador (1,3%), seguindo-se a Espanha (0,8%) e o Luxemburgo (0,7%).
As estimativas do Eurostat mostram que, no terceiro trimestre do ano, 232,5 milhões de homens e mulheres tinham um emprego na UE28 (o nível mais elevado de sempre), dos quais 153,4 milhões na zona euro (o nível mais elevado desde o final de 2008).


Estrangeiros controlam<br>metade da banca

Os bancos controlados por investidores estrangeiros ou em que o capital estrangeiro é preponderante representam quase metade do sistema bancário português.
Nas mãos de estrangeiros está a maioria do capital de instituições como o Millennium BCP, Santander Totta, BPI, BIC, BBVA, Barclays e Haitong.
Segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos, citados, dia 17, pela agência Lusa, estes bancos representavam 47 por cento do total dos activos da banca nacional.
Entre os principais bancos a operar em Portugal, só a Caixa Geral de Depósitos (banco público), o Novo Banco (em processo de venda), o Montepio e o Crédito Agrícola mantêm cem por cento do capital em mãos de portugueses.
A Espanha, Angola e China são os países com posições mais relevantes na banca portuguesa.


Teatro da Cornucópia<br>anuncia encerramento

O Teatro da Cornucópia decidiu pôr fim à actividade com a apresentação de um recital, dia 17, com entrada gratuita, a partir de textos do poeta francês Guillaume Apollinaire.
A companhia, fundada em 1973 por Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo, explicou em comunicado: «Pensamos que ao longo destes anos fizemos muito e menos mal, mas também julgamos já ter idade para ousar dizer que não sabemos nem queremos adaptar-nos a modelos de gestão a que dificilmente nos habituaríamos a cumprir. Isso faríamos mal. Talvez seja tempo de parar a actividade».
Já em 2013, por ocasião dos 40 anos da companhia, Luís Miguel Cintra admitia a possibilidade de o teatro encerrar por causa de constrangimentos financeiros, causados pelos cortes no financiamento público pela Direção-Geral das Artes.
«Os subsídios estão a limitar a liberdade». O sistema «é mais limitativo da liberdade do que existir uma censura», declarou na altura o actor e encenador sublinhando que o trabalho da Cornucópia foi «sempre contra a corrente», sem «perder algum sentido de intervenção política, de missão pública», fazer teatro «para o público e em função do público».


Produtividade<br>caiu em 2014

A produtividade do trabalho diminuiu, em 2014, em todas as regiões do País, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo as Contas Regionais finais de 2014 divulgadas, dia 16, pelo INE, a queda na produtividade do trabalho (índice dado pelo quociente entre o Valor Acrescentado Bruto (VAB) em termos reais e o emprego em indivíduos totais) explica-se por ter havido «um aumento de emprego superior ao aumento real do VAB».
A queda da produtividade foi mais sensível no Alentejo (-2,3%), Área Metropolitana de Lisboa (-1,4) e no Algarve (-1%), este um valor idêntico ao total do País em 2014.
O INE assinala ainda que, no mesmo ano, se registou um aumento do emprego, mas a remuneração média caiu em todas as regiões de Portugal (-1,8% no total do País).


Famílias portuguesas<br>cortaram despesas

A despesa anual média das famílias aumentou, em termos nominais, 2,6 por cento, em 2015/16, face a 2010/2011, para 20 916 euros, segundo resultados provisórios divulgados, dia 19, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Contudo, a preços constantes (descontado o efeito da inflação), o estudo indica um decréscimo de 4,2 por cento, «donde se conclui que, em volume, as despesas médias das famílias diminuíram entre 2010/2011 e 2015/2016», refere o INE.
As despesas com habitação (31,8%), com transportes (14,7%) e com produtos alimentares (14,4%) continuam a representar a maior parcela da despesa média das famílias, totalizando os 60,9 por cento.



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