Aconteu
Banca já custou 14,3 mil milhões

O erário público custeou ajudas à banca, entre 2008 e 2015, no montante de 14,3 mil milhões de euros, o equivalente a oito por cento do Produto Interno Bruto, segundo cálculos do Tribunal de Contas, divulgados dia 20.

Ao todo o Estado injectou nos bancos cerca de 20,4 mil milhões de euros, tendo conseguido recuperar até ao final do ano passado menos de 30 por cento deste valor.

A «nacionalização» do BPN e a constituição das sociedades-veículo Parups e Parvalorem e ParParticipadas representaram um défice de 3241 milhões de euros.

Por sua vez, a resolução do Banif no ano passado, bem como a criação da Oitante «acarretou despesa pública no montante de 2255 milhões de euros», indica o tribunal.

Já a resolução aplicada ao Banco Espírito Santo (BES) no Verão de 2014 teve um impacto nas contas públicas de 3900 milhões euros.

 


RSI abrange mais beneficiários

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) atingiu os 214 058 em Novembro, mais 1064 face ao mês anterior, o que representa um aumento de 0,5 por cento, segundo dados da Segurança Social divulgados dia 20.

Comparando com o mês homólogo do ano passado, houve mais 9165 beneficiários a receber esta prestação social, uma subida de 4,5 por cento, indicam as estatísticas oficiais.

A prestação média de RSI rondou os 111,40 euros por beneficiário e os 252,70 euros por família.

 


Roubo de 15 dólares dá perpétua nos EUA

Walter Johnson, cidadão norte-americano de 38 anos foi condenado a prisão perpétua por ter furtado 15 dólares de um veículo com as janelas abertas.

A pena foi anulada, dia 23, por um tribunal de recurso da Luisiana que considerou a condenação manifestamente «excessiva», embora «legal».

Com efeito, o arguido já tinha três condenações no cadastro e a lei impõe a aplicação da prisão perpétua aos condenados pela quarta vez.

No entanto, o Tribunal invocou a Constituição do Estado da Luisiana que proíbe a sujeição de um indivíduo a uma punição cruel ou excessiva.

O furto ocorreu numa viatura que a polícia estava a usar para apanhar ladrões.

 


Empresas empregam três pessoas em média

As empresas portuguesas são das mais pequenas da Europa, empregando, em média, 3,3 pessoas, de acordo com dados recolhidos em 23 países da União Europeia (UE) pelo portal estatístico Pordata.

Os números, divulgados dia 24, são relativos a 2014 e mostram que a dimensão média das empresas portuguesa é semelhante à de países como a Eslováquia, Itália, República Checa e Espanha.

Alemanha, Reino Unido e Luxemburgo são os países onde as empresas apresentam uma maior dimensão média, a rondar as dez pessoas ao serviço.

Em Portugal, as empresas da indústria transformadora são as que têm maior dimensão média (9,8 pessoas). No extremo oposto está o ramo imobiliário com uma dimensão média de apenas 1,6 pessoas.

Neste universo empresarial trabalhavam cerca de 3,4 milhões de pessoas em Portugal, dos quais cerca de 80 por cento com vínculo laboral.

Os trabalhadores por conta de outrem representam entre 70 a 96 por cento do pessoal ao serviço nas empresas da Europa.

 


Morreu ícone da pop

O músico britânico George Michael, de 53 anos, morreu, dia 25, devido a uma falha cardíaca. Filho de pai grego-cipriota e mãe britânica, Georgios Kyriacos Panayiotou, de seu nome de baptismo, saltou para a fama no início da década de 1980, com o seu colega de escola Andrew Ridgeley, com quem fundou os Wham.

Em 2002, quando os EUA preparavam a invasão do Iraque, editou o single Shoot the Dog, acompanhado de um filme de animação, em que ridicularizou George W. Bush e Tony Blair, este último representado em poses caninas junto do presidente norte-americano, e denunciou a guerra imperialista.

O músico foi então alvo de uma campanha depreciativa, lançada pelos jornais de Rupert Murdoch.

 


Teolinda Gersão vence prémio literário

O Prémio Literário Vergílio Ferreira 2017, promovido pela Universidade de Évora, foi atribuído, dia 21, à escritora Teolinda Gersão.

O júri destacou a «alta qualidade da arte narrativa expressa nos vários géneros de ficção clássica, em particular o romance e o conto».

Natural de Coimbra, Teolinda Gersão, de 76 anos, foi professora universitária e é autora de dezena e meia de livros, obra já anteriormente distinguida com vários prémios.



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