Breves
Moçambique

A trégua de 60 dias entre o governo moçambicano e a Renamo foi saudada em Maputo por representantes da União Europeia e dos Estados Unidos.

«Trata-se de um passo importante no sentido da construção de confiança e da busca de um resultado sustentável nas negociações, de uma paz duradoura, de estabilidade e de democracia», declararam os chefes de missão europeus. A embaixada norte-americana elogiou o alargamento da cessação das hostilidades, «um avanço significativo para uma paz duradoura».

A trégua, primeiro de uma semana, depois prolongada por dois meses, seguiu-se a conversas telefónicas entre o presidente Filipe Nyusi e o líder oposicionista, Afonso Dhlakama.

As negociações entre as duas partes, com recurso a mediadores internacionais, foram interrompidas no mês passado.

 


Colômbia

Começou o acantonamento temporário dos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) em zonas transitórias, em 14 departamentos colombianos.

O presidente Juan Manuel Santos e o líder do movimento guerrilheiro, Timoleón Jiménez, assinaram um pacto definitivo de paz, que inclui o cessar-fogo bilateral e a deposição das armas pelas FARC.

Para verificar o cumprimento do acordo, foi criado um mecanismo tripartido, formado por representantes do governo de Bogotá e das FARC e por uma missão de observadores das Nações Unidas.

 


Haiti

Jovenel Moise é o novo presidente do Haiti, em função dos resultados definitivos das eleições de Novembro de 2016. Obteve 55,6 por cento dos votos e dirigirá o país nos próximos cinco anos.

Moise, um gestor de 48 anos, tomará posse a 7 de Fevereiro. Reafirmou o compromisso de trabalhar com todos os sectores da vida nacional, construir um consenso sobre as questões do desenvolvimento e criar pontes de comunicação permanentes que permitam enfrentar o futuro com confiança.

O Haiti, que há anos vive na instabilidade política, é um dos países mais pobres da América Latina.



China

A economia da China continua a ser um motor da economia mundial e em 2016 contribuiu com 31,8 por cento do crescimento global.

Este desempenho é consequência de «políticas favoráveis» incrementadas por Pequim, considera Cai Fang, director adjunto da Academia de Ciências Sociais.

Em 2016, o gigante asiático conseguiu manter o ritmo de progressão e a subida do PIB fixou-se em 6,7 por cento. Este crescimento está em linha com a «nova normalidade» do país, cuja economia começou a abrandar desde 2012.

A estabilidade da China garante aos trabalhadores o acesso ao emprego e a melhores salários, segundo a Xinhua. O índice de desemprego actual é de 4,1 por cento em zonas urbanas e de cinco por cento em zonas rurais.

«Apesar da complexa situação internacional e dos desafios da globalização, a economia chinesa está a converter-se num motor de crescimento global e indica um caminho para a economia mundial», escreve a agência noticiosa.

A criação do Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas (BAII), a realização da Cimeira do G20 e a inclusão do yuan no cabaz de moedas do Fundo Monetário Internacional (com o dólar, o euro, a libra e o iene) são indicados como os maiores êxitos económicos da China em 2016.

 


Vietname

O Vietname mantém a amizade, o multilateralismo e a diversificação de relações como pilares da sua política exterior, baseada na autodeterminação e no respeito pelo direito internacional, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Pham Binh Minh.

Hanói defende a solução de conflitos através de negociações, como são os casos das conversações com a China sobre a delimitação fronteiriça na entrada do Golfo de Tonkin e com a Indonésia e a Malásia sobre a plataforma continental dos três países.

O Vietname vai receber, em 2017, o fórum da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que inclui centenas de eventos, entre os quais, na cidade de Da Nang, a cimeira dos líderes dos 21 países da organização.