Aconteu
Defender a Cultura no Porto

Com o lema «Cultura para todos, cumprir a Constituição», mais de 70 pessoas participaram, no domingo, 22, num protesto em frente ao Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, para exigir a adopção, por parte do Governo, das medidas necessárias à reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais aos domingos e feriados, até às 14 horas, para todos os cidadãos residentes em território nacional.
A reivindicação advém da proposta, apresentada pelo PCP, de alteração ao Orçamento do Estado para 2017 e que contempla esse mesma gratuitidade. Apesar de aprovada na Assembleia da República (AR), ainda que com os votos contra do PS, e de dever entrar em vigor no primeiro dia do ano, o Governo vem protelando a aplicação da medida.
Nesta acção, promovida pela Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP, intervieram as deputadas Diana Ferreira e Ana Mesquita. Presente esteve também Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU à Câmara do Porto (ver pág 19).
No dia 20, durante uma audição com sete estruturas ligadas às artes do espectáculo, realizada no dia 20, no Porto, Diana Ferreira deu conta do trabalho institucional que o Partido tem desenvolvido relativamente ao cumprimento do princípio de um mínimo de 1% do Orçamento do Estado ser afecto à cultura. Entre outros problemas, os agentes culturais denunciaram a desadequada e injusta política de concursos prosseguida pelo Governo PS.


Balotelli denuncia racismo

Na sua conta da rede social Instagram, Mário Balotelli, avançado italiano do Nice, acusou os adeptos do Bastia de terem entoado cânticos racistas, na sexta-feira, 20, durante o jogo da Liga francesa entre as duas equipas.«É normal que os adeptos do Bastia façam barulho de macaco, com “uh uh”, durante todo o jogo e ninguém do Conselho de Disciplina diga nada? O racismo é legal em França? Ou apenas em Bastia?», questionou o jogador.


Serralves

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, recebeu 682 713 visitantes em 2016, um aumento de 30 por cento face a 2015. Também os programas educativos registaram um acréscimo de seis por cento, tendo tido 102 227 participantes.
O Conselho de Administração da fundação deu ainda a conhecer, no dia 24 de Janeiro, que a exposição de «Joan Miró: Materialidade e Metamorfose», prevista encerrar no próximo sábado, vai estar patente na Casa de Serralves até ao dia 4 de Junho, dada a forte adesão do público.


Perseguições e violência escolar

Dois em cada dez alunos do mundo sofreram perseguições e violência escolar, indicou, no dia 17, um estudo da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), onde se calcula que em cada ano há 246 milhões de crianças e adolescentes submetidos a uma forma de violência no ambiente escolar.
No documento, apresentado em Seul num colóquio internacional dedicado ao tema, a organização refere que 34 por cento das crianças com idades entre os 11 e os 13 anos dizem ter sido perseguidas nos últimos meses. Oito por cento dos inquiridos dizem que a perseguição é diária.


Adeus a Gorden Kaye

Morreu na segunda-feira, 23, Gorden Kaye, com 75 anos, conhecido sobretudo por ter interpretado o papel de Rene Artois, em «Alô Alô». Nesta série produzida pela BBC, durante uma década, de 1982 a 1992, o actor britânico desempenhou o papel de um dono de um café francês que acolhia elementos da resistência contra a ocupação nazi, durante a II Guerra Mundial.


Morreu o pai do «pinyin»

O linguista chinês Zhou Youguang, considerado o pai do «pinyin», a forma romanizada do mandarim mais popular, morreu no dia 14, em Pequim, com 111 anos, informou o portal da Internet Sina.com.
Nascido na China, na dinastia Qing, a 13 de Janeiro de 1906, Zhou é o responsável pelo sistema que facilita o estudo intrincado do mandarim tanto para as crianças como para os estudantes estrangeiros e cuja existência foi vital para que os milhares de caracteres do mandarim pudessem ser introduzidos facilmente em computadores e telemóveis.
Viveu no Japão e nos EUA e regressou à China, em 1949, quando se fundou a República Popular e Mao Zedong lhe confiou a liderança de uma comissão para reformar o idioma e o tornar mais acessível à população para reduzir o analfabetismo.



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