Janeiro de 1776<br> – Edição de Common Sense

«A sucessão hereditária é uma paródia da monarquia. Coloca-a no ridículo mais evidente, apresentando-a como um ofício que uma criança ou um idiota pode exercer. Requer-se alguns talentos para ser um operário comum. Para ser rei, porém, é preciso apenas ter a figura animal de homem – uma espécie de autómato que respira». As palavras são de Thomas Paine, autor de O Senso Comum (Common Sense), panfleto revolucionário que desempenhou um importante papel na luta pela independência americana do reino da Grã-Bretanha, de que Paine foi um dos mais convincentes defensores. Juntamente com as obras Os direitos do homem – um guia das ideias Iluministas e dos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade com que influenciou a Revolução Francesa – e Dissertação sobre os primeiros princípios do governo, O Senso Comum veio defender a «república», «democracia» e «revolução», contra a monarquia e da tirania. Publicado anonimamente «por um inglês», o folheto foi um sucesso editorial sem precedentes. Condenado à morte em Inglaterra (à revelia) e preso em Paris, donde escapou por pouco da guilhotina, e ostracizado nos Estados Unidos pelos seus ataques à religião, Paine morreu no esquecimento. Mas como alguém escreveu «Até hoje, a obra de Paine cospe fogo».

 


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