Fevereiro de 1936<br> – Estreia o filme Tempos Modernos

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Mal recebido pela crítica da época, que o considerou uma involução, este filme mudo, a preto e branco, de Charlie Chaplin, é uma poderosa crítica à sociedade industrial capitalista e à «modernidade» das relações de produção em que o capital esmaga os operários e os persegue pelas ideias «subversivas» se ousam reivindicar melhores condições de vida e de trabalho. Proibido na Alemanha de Hilter e na Itália de Mussolini por ser «socialista», e boicotado nos EUA na altura em que a caça às bruxas do «macartismo» já levara Chaplin a exilar-se na Suíça, Tempos Modernos retrata com humor negro a bestialidade do capitalismo. As primeiras imagens dão o mote: um enorme relógio, lembrando que para o capitalismo «tempo é dinheiro», e um rebanho de ovelhas brancas e tosquiadas que avança em direcção ao espectador, sem uma única ovelha negra entre elas, a que se vai sobrepondo a multidão de trabalhadores saída do Metro a caminho da fábrica-matadouro. Produzido pela United Artists criada por Chaplin com outros artistas para se libertarem das grandes corporações cinematográficas, Tempos Modernos – a par de longas metragens como O grande ditador e Luzes da Ribalta – é um marco da história do cinema e um dos mais aclamados filmes do autor.

 


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