Morreu Mário Ruivo

Mário Ruivo morreu no dia 25 de Janeiro, aos 89 anos. Biólogo formado pela Universidade de Lisboa, especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne, em França.

Considerado um cientista e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, Mário Ruivo esteve ainda ligado a movimentos antifascistas, desde a sua juventude até Abril de 1974.

Ruivo liderou o Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e, entre 1995 e 1998, foi coordenador da comissão mundial independente para os oceanos e conselheiros científicos da Expo'98.

Entre outros cargos, foi ministro dos Negócios Estrangeiros (1974-1975), secretário de Estado das Pescas, director-geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (1974-1979).

Recebeu várias distinções, como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil), a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), a Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada (Portugal), a Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal), a Ordem de Mérito Nacional (Malta) e a Cavaleiro da Legião de Honra (França).

Exemplo

Na sexta-feira, 27, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente do Parlamento e por todos os partidos pela morte de Mário Ruivo. «A sua memória perdurará, pelo grande exemplo de cidadania democrática e pelo impressionante legado que nos deixa na área do Ambiente», refere o voto.

Todos os grupos parlamentares fizeram questão de recordar Mário Ruivo no plenário da Assembleia da República, num voto ao qual também se associou o Governo.




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