Breves
Alemanha acelera expulsões

O governo alemão aprovou, dia 22, um projecto de lei destinado a acelerar as expulsões dos milhares de requerentes de asilo com pedidos recusados.

O diploma contempla o acesso por parte das autoridades aos telemóveis e computadores dos requerentes para determinar a sua identidade.

Segundo dados do governo, 300 mil pedidos de asilo de um total de 700 mil foram recusados durante 2016.

Com eleições previstas para Setembro, o endurecimento das medidas anti-imigrantes é visto como uma resposta da chanceler Angela Merkel às críticas vindas da extrema-direita populista, incluindo de sectores do seu próprio partido, por ter permitido a entrada no país de mais de um milhão de pessoas em 2015 e 2016.

O espectro do terrorismo é também utilizado para justificar a política massiva de expulsões. Coincidindo com a aprovação da nova lei, o chefe dos serviços de informações, Hans-Georg Maassen, alertou que o número de extremistas islâmicos no país está a aumentar, permanecendo elevada a ameaça de atentado terrorista.


Ex-director do FMI<br>condenado a prisão

O espanhol Rodrigo Rato, antigo director do FMI (2004-2007), foi condenado, dia 23, a quatro anos e meio de prisão pelo crime de peculato.

A Audiência Nacional, tribunal nacional espanhol que julga casos de corrupção e crimes financeiros, considerou-o culpado, juntamente com outros 64 arguidos, pela apropriação indevida de fundos dos bancos Caja Madrid e Bankia, no montante estimado de 12 milhões de euros.

Rodrigo Rato, de 67 anos, foi ministro da Economia e vice-presidente do gabinete de José Maria Aznar, deixando o governo em 2004 para assumir o cargo de director-geral do FMI até 2007. Ocupou igualmente a presidência da Caja Madrid e do Bankia, entre 2010 e 2012, demitindo-se nas vésperas do resgate que custou 22 mil milhões de euros ao Estado.


Grécia aceita condições<br>dos credores

Após semanas de impasse nas negociações, o governo da Grécia chegou a acordo com a zona euro e o Fundo Monetário Internacional sobre a continuação do programa de assistência financeira, permitindo o regresso da missão de avaliação a Atenas.

O governo grego aceitou, dia 20, preparar medidas suplementares reclamadas pelo FMI para 2019, após o fim do programa. A Grécia e os representantes dos credores propunham-se ultimar os detalhes relacionados com estas medidas durante esta semana.


Taxistas contra Uber<br>em Roma

Centenas de taxistas realizaram, dia 21, um protesto na capital italiana contra a concorrência desleal das viaturas com condutor, disponibilizadas por plataformas digitais como a norte americana Uber.

Os manifestantes concentraram-se junto à sede do Partido Democrata, no poder, e fizeram explodir petardos junto do parlamento e da sede do governo.

A vaga de protestos, que também decorreram noutras cidades, foi motivada pela decisão do governo de manter a actual legislação até ao final do ano, congelando o projecto de lei destinado a regulamentar a actividade dos novos operadores.


Le Pen recusa responder<br>à polícia

A líder da extrema-direita francesa e candidata presidencial, Marine Le Pen, recusou, dia 24, prestar declarações à polícia no âmbito da investigação em curso sobre o uso indevido de fundos do Parlamento Europeu e a criação de empregos fictícios.

O inquérito, conduzido pela unidade anticorrupção, está relacionado com suspeitas que recaem sobre membros da Frente Nacional, que terão defraudado o Parlamento Europeu em várias centenas de milhares de euros, auferindo salários como assistentes parlamentares sem desempenharem as correspondentes funções.