Ruptura com
as políticas
locais
da maioria PS/PSD
Candidatura com soluções
apresenta Paínho Ferreira
Odivelas precisa da CDU

«A CDU é a alternativa credível à maioria PS/PSD que tem governado o concelho», assegurou, no dia 18, Paínho Ferreira, candidato à Câmara de Odivelas.

Na apresentação pública da candidatura, que aconteceu na Casa do Juventude de Odivelas, Paínho Ferreira começou por afirmar que a Coligação PCP-PEV tem «soluções» para os problemas do concelho e está preparada «para assumir a presidência e a governação do município».

Naquela iniciativa – perante largas dezenas de pessoas, entre elas, Natália Santos, independente e vereadora na Câmara de Odivelas; Ana Lourido, do Executivo da Direcção Regional de Lisboa e do Comité Central do PCP; Raquel Rodrigues, do Partido Ecologista «Os Verdes e membro da Assembleia Municipal de Odivelas; Catarina Arrojado, da JCP – o cabeça de lista destacou a importância de «uma nova governação que assuma frontalmente a ruptura com as políticas locais da maioria PS/PSD, que têm estado orientadas para entregar sectores fundamentais da actividade pública aos interesses privados».

Na sua intervenção, o cabeça de lista alertou para as «gritantes desigualdades que se manifestam aos mais diversos níveis» e acusou o actual executivo, mas também os antecessores, de estar a comprometer o futuro do concelho com a «expansão da construção».

«É preciso denunciar e combater esse caminho de facilitismo face às grandes urbanizações e aos grandes interesses que especulam nas áreas metropolitanas, pois ele conduz a que o território concelhio fique refém dos interesses privados e, por aí, diminua e dificulte a capacidade dos municípios para desenvolverem uma política integrada, democrática, com um planeamento e ordenamento do território que esteja ao serviço das populações», defendeu Paínho Ferreira.

Derrotas e desaires

No concelho de Odivelas, os últimos anos foram também marcados por sucessivas derrotas e desaires da maioria PS/PSD. «Quem não se lembra da tentativa de privatização da água e resíduos? (...) da obstinação de entregar a privados a qualquer preço esses serviços de índole eminentemente pública?», destacou o candidato, afirmando que a CDU «foi então a força mais consequente na luta contra essa privatização» e que «a conjugação da nossa luta com a dos trabalhadores dos SMAS, com o Movimento Água Pública e as populações fez averbar ao PS/PSD uma significativa derrota». A vitória da CDU em Loures, com a presidência de Bernardino Soares, foi decisiva para que o PS invertesse a sua posição.

Denunciada foi também a parceria público privada (PPP) para a construção da Escola dos Apréstimos e do Pavilhão Multiusos. Por aqueles dois equipamentos, a maioria PS/PSD propunha-se pagar, ao longo de 25 anos, mais de 60 milhões de euros. «A intervenção da Inspecção Geral de Finanças e do próprio Tribunal de Contas veio dar-nos [à CDU] razão e, sem outro remédio, lá avançaram [PS/PSD] para a renegociação», precisou Paínho Ferreira, lembrando ainda o caso da empresa Municipália – que, após anos de resultados negativos, acabou por ser extinta [só em dois anos acumulou resultados negativos de mais de um milhão de euros] – e da entrega da Malaposta a um grupo privado, ao qual a Câmara de Odivelas ainda se propõe pagar 280 mil euros anuais.

Por último, o cabeça de lista da Coligação PCP-PEV repudiou a «recente e vergonhosa» cedência do Complexo Desportivo de Porto Pinheiro ao Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol.

Propostas fundamentais

Paínho Ferreira avançou com algumas ideias que constarão no programa eleitoral da CDU. Falou, por exemplo, da construção de um parque urbano verde central nos terrenos anexos ao Mosteiro de S. Dinis. «Quem governa um concelho tem que ter sonhos e ambição e estes nada têm a ver com a megalomania de OTEC – Pólo Tecnológico e Universitário, dependentes de grandes investimentos imobiliários que há anos não passam do papel», referiu, destacando outra proposta, que «ao invés da alienação dos solos municipais para mais e mais urbanizações», defenderá que «os terrenos das Granjas Novas na Ramada voltem à sua verdadeira vocação: a de se transformarem num espaço de equipamentos públicos livremente utilizados pelas populações envolventes».

O candidato considerou ainda «essencial» a «concretização de um sistema viário intra-municipal», prometeu dar «particular atenção» às escolas, assim como à cultura, à saúde, aos transportes e aos apoios sociais. Por outro lado, «dedicaremos especial atenção» ao «pequeno e médio comércio», assim como às «questões ambientais», nomeadamente à descontaminação dos solos da ex-Cometna, a limpeza urbana e o cuidado no tratamento dos espaços intercalares.

Com «tanta coisa por fazer», Paínho Ferreira anunciou que não vai baixar os braços «perante o lar de terceira idade que fechou em Odivelas ou perante a creche que encerrou na Urmeira», nem pactuar com «a desistência de construção de centros de saúde». 

Biografia

Fernando Jorge Paínho Ferreira, 63 anos, engenheiro civil, trabalhou nas empresas Mague e ABB, integrou a União de Estudantes Comunistas em 1974 e, no mesmo ano, aderiu ao PCP. Foi eleito, pelas listas da CDU, na Assembleia Municipal de Lisboa (de 1985 a 1989), na Junta de Freguesia e Assembleia de Freguesia de Belém (de 1989 a 1993), na Assembleia de Freguesia de Monte Abrão-Queluz (de 1997 a 2011) e candidato à Assembleia da República nas eleições de 2015.

Actualmente, é eleito na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Ramada-Caneças e na Assembleia Municipal de Odivelas. É membro da Comissão Concelhia de Odivelas do PCP.




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