O aniversário
do PCP
é comemorado
com os olhos
no futuro
Começou na rua a festa <br>que encheu a Voz

COMEMORAÇÃO Os 96 anos do PCP foram festejados pelos comunistas do distrito de Lisboa com um grande comício, no sábado, dia 4, no salão da Voz do Operário, onde centenas de camaradas e amigos chegaram em desfile, a pé.

Desde antes das apalavradas 15 horas, começou a notar-se um movimento fora do normal, na Rua dos Sapadores. Bandeiras vermelhas, abraços apertados, sorrisos abertos, jornal erguido e o pregão «Olh' ó Avante!», gestos e rostos a condizer com uma magnífica tarde de sol, foi-se formando uma pequena multidão nas proximidades do mercado.

Cortado o trânsito, o desfile partiu antes das 15h20, com um carro de som na frente, um grupo logo atrás, segurando uma faixa a afirmar o destino pretendido (democracia e socialismo), e alguns outros camaradas de megafone em punho, a darem aos mais próximos o mote para palavras de ordem, como «Abril de novo com a força do povo», «Com luta e confiança faremos a mudança», «Contra a exploração, PCP é solução», «Com a força do povo, seguir um rumo novo».

Num misto de manifestação e passeio, também com carrinhos de bebé e crianças em correria, a festafez-se centro de toda a atenção, levada com alegria pela Rua da Graça, até ao Largo igualmente com o nome do bairro. Aqui, outra orgulhosa bandeira vermelha, com os símbolos do Partido, saudava os passantes, desde a varanda do centro de trabalho, num 1.º andar renovado e cheio de história. A descer a Rua da Voz do Operário, o Rio Tejo veio dar um braço à vista.

Na entrada para o salão, fez-se notar mais um sinal de festa. A quem ia entrando era entregue um cravo vermelho. No hall, junto ao salão, houve bolo de anos, moscatel e jeropiga. Nos patamares intermédios foram instaladas bancas com livros, o Avante! e O Militante, e com a EP da Festa deste ano, que entrou em circulação por estes dias.

Na plateia e nos dois balcões, às 15h30 já eram muito raras as cadeiras vagas. Num dos topos, a fila da frente foi prolongada para o chão, numa verdadeira mini-creche. Aplausos e dança de bandeiras corresponderam à música e às palavras do grupo Marfa.

Pouco depois das 16 horas, Deolinda Santos, em nome da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP, que promoveu a iniciativa, chamou ao palco dirigentes da Juventude Comunista Portuguesa, membros do Executivo da DORL, Armindo Miranda (da Comissão Política do Comité Central), Francisco Lopes (do Secretariado e da Comissão Política do CC) e, sob ainda mais fortes aplausos, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido – a quem caberia a intervenção de encerramento, que publicamos na íntegra nas páginas seguintes.

Uma saudação ao Dia Internacional da Mulher, lembrando como a luta pela igualdade tem lugar central no combate dos comunistas, mas também como as mulheres comunistas têm ocupado lugar de destaque em todas as batalhas, foi feita por Elisabete Santos, do Executivo da DORL.

Os marcos da acção e da luta da juventude, ao longo deste anos, foram destacados por Mónica Vicente, da DORL da JCP. Sobre as lutas dos últimos meses no distrito, as iniciativas realizadas e as linhas de trabalho em 2017, interveio Paulo Loya, do Executivo da DORL do PCP.

Almoço regional em Moura

O PCP comemora 96 anos num «ambiente de grande confiança, vitalidade e esperança no futuro», afirmou Jerónimo de Sousa, ao discursar no domingo, dia 5, em Moura, num almoço regional das organizações do Partido no Alentejo, que reuniu no Parque de Feiras e Exposições 1200 comunistas e outros democratas dos distritos de Beja, Évora e Portalegre e do Litoral Alentejano.

A festa começou com a música dos Sons da Salúquia e do Grupo Coral Feminino da ADASA. O almoço foi preparado e servido por camaradas da organização concelhia de Moura.

Para o comício-festa, tomaram o palco os membros da Direcção Regional do Alentejo, os deputados João Oliveira e João Ramos, e ainda Luísa Araújo, do Secretariado do Comité Central, João Dias Coelho, da Comissão Política do CC, e o Secretário-geral do Partido.

Depois de João Pedro Ramos, da JCP, e Miguel Madeira, responsável pela Organização Regional de Beja, Jerónimo de Sousa fez a intervenção de encerramento.


 



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