PCP-PEV é força de alternativa quer a PSD e CDS, quer a PS e BE
<font color=0093dd>«Há quem tenha ideias.<br>A CDU tem projecto»</font>

AUTÁRQUICAS A Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou-se oficialmente ao final da tarde de anteontem numa sessão realizada em Lisboa, tendo sido realçados os valores, práticas e propósitos que a distinguem das demais forças políticas, designadamente no Poder Local Democrático.

Numa sala de uma unidade hoteleira repleta de militantes comunistas e ecologistas, bem como de homens e mulheres sem filiação mas que tomam partido, a Coligação que sob o símbolo PCP-PEV se apresenta ao povo deu formalmente o pontapé de saída para as eleições autárquicas de 2017. Presenças notadas foram as de muitos presidentes de Câmara do distrito de Lisboa e da Península de Setúbal, testemunhas de um percurso feito de trabalho, honestidade e competência. Esta é «uma expressão associada à CDU que traduz o percurso de intervenção que é justamente reconhecido à acção dos seus eleitos», como frisou Jerónimo de Sousa na intervenção de encerramento da iniciativa.

Intervieram ainda Deolinda Machado, dirigente da CGTP/IN e activista católica, João Vicente, em nome da Associação Intervenção Democrática, e Heloísa Apolónia, em representação do Partido Ecologista «Os Verdes», e foi dada a conhecer a «Declaração da Comissão Coordenadora da CDU», de que publicamos excertos.

O acto público decorreu ao final da tarde do primeiro dia de Primavera e talvez por isso uma ideia-chave com raízes firmes na vida de milhares e milhares de portugueses foi reiterada com o intuito de estimular o florescimento de um grande combate político de esclarecimento e verdade que lance à terra as sementes de um futuro melhor.

«Há quem tenha ideias. A CDU tem Projecto», disse o Secretário-geral do PCP, que antes tinha sublinhado que comunistas, ecologistas e independentes propõem-se a «prosseguir essa intervenção distintiva que faz da CDU uma força associada ao que de melhor e mais inovador foi feito na gestão das autarquias». Intervenção «reconhecida mesmo por muitos que, com opções políticas diversas, vêem na CDU um factor de progresso e desenvolvimento dos seus concelhos e freguesias, que vêem na CDU a garantia maior de um trabalho ao serviço das populações».

Compromissos

«Aqui estaremos não apenas para prosseguir a obra e o trabalho que realizamos por todo o País mas também para nos assumirmos como voz indispensável na defesa dos interesses das populações; para dar corpo a causas e aspirações locais, assegurar uma presença crítica, exigente e construtiva; para garantir uma gestão transparente e eficaz em todas as autarquias onde, mesmo em minoria, se encontre presente», insistiu Jerónimo de Sousa.

Compromissos da Coligação PCP-PEV são, igualmente, «a participação como um factor essencial de uma gestão democrática, assegurando o envolvimento efectivo das populações na definição das principais opções da política autárquica», assim como a «atenção aos trabalhadores das autarquias, defendendo os seus direitos, valorizando o seu trabalho e as condições de segurança em que exercem as suas funções»; a «concretização de uma gestão integrada que assegure a construção de espaços urbanos humanizados, ambientalmente equilibrados e dotados dos equipamentos e dos programas para a sua utilização e animação indispensáveis a uma vida social e colectiva»; promoção de «uma gestão do território que, garantindo um desenvolvimento equilibrado sustentável, salvaguarde a defesa do interesse público e colectivo da pressão especulativa»; o fomento de «uma política local que assegure a valorização cultural e desportiva das populações», e a «defesa do carácter público da prestação dos serviços básicos essenciais pela autarquia, desde logo pela recusa da estratégia de apropriação privada da gestão da água, como um instrumento essencial de salvaguarda dos interesses das populações», acrescentou.

Reforço

Tudo isto está tanto mais próximo de se tornar realidade quanto maior for o reforço do PCP-PEV em número de eleitos e mandatos. Nesse sentido, o Secretário-geral do Partido afirmou que «a CDU inscreve como objectivo a apresentação de listas a todos os órgãos municipais e ao maior número possível de freguesias» porque «o País precisa do trabalho, da honestidade da competência da CDU».

Claro ficou ainda que a Coligação, «assumindo a sua identidade própria, afirmando a natureza diferenciada o seu projecto», é «força de alternativa quer a PSD e CDS, quer a PS e BE».

«A CDU marcará presença em todo o País com as suas propostas e programas, recusando esconder-se sob falsos projectos “independentes”», os quais, considerou Jerónimo de Sousa, «a coberto de candidaturas de cidadãos eleitores, acolhem, na maioria das situações, disfarçadas coligações, arranjos partidários ou espaço de promoção de ambições pessoais ou de interesses económicos».

Pelo contrário, a CDU é «espaço de democracia» onde «cabem todos os que aspiram e exigem uma real mudança de políticas, todos os que se identificam com a causa pública e se colocam ao serviço dos interesses dos trabalhadores, das populações e do povo português.

«Espaço para onde conflui a força e a vontade dos que confiam em que é possível uma vida melhor, em que é possível convencer pela razão e justeza das suas posições políticas, e vencer pelo trabalho e luta por um Portugal de progresso e justiça social», concluiu.

 



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