Aconteu
Apoios à banca custaram 13 mil milhões

As medidas de apoio aos bancos já custaram ao Estado sete por cento do Produto Interno Bruto, ou cerca de 13 mil milhões de euros, entre 2007 e o ano passado, segundo dados divulgados, dia 3, pelo Banco de Portugal.

Estes valores aumentam para mais do dobro quando considerado o seu peso na dívida pública. Assim, no ano passado, os apoios à banca representavam 11,3 por cento da dívida pública, ou seja, 27,2 mil milhões de euros.

As principais operações de resgate da banca são relativas ao Banco Português de Negócios, em 2010, (com impacto negativo de 1% do PIB), a capitalização do Novo Banco, em 2014, (-2,8% do PIB), e, a resolução do Banif (-1,4% do PIB), em 2015.

 


Salários caíram e desigualdade aumentou

Portugal foi um dos países em que a parte dos salários no rendimento nacional mais diminuiu, passando de 60 por cento em 2003 para 52 por centro em 2014.

De acordo com o Relatório Global da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Salários, apresentado dia 30 de Março em Lisboa, esta tendência verificou-se em 91 dos 133 países analisados.

A OIT observa que o maior peso dos lucros no rendimento nacional «não aumenta o investimento, mas diminui o consumo privado», o que tem «consequências sociais e económicas negativas».

O relatório aponta também Portugal como um dos países com maior desigualdade de rendimentos e sugere o reforço da regulação do mercado de trabalho, nomeadamente por via da contratação colectiva e do aumento do salário mínimo.

 


Mediterrâneo é novo holocausto europeu

«Lágrimas de Sal» é o título de um livro, apresentado dia 30 de Março em Lisboa, que aborda o drama dos refugiados que tentam atravessar o Mediterrâneo.

Da autoria de Pietro Bartolo, médico na ilha de Lampedusa, juntamente com a jornalista Lídia Tilotta, a obra narra as histórias cruéis contadas pelos muitos refugiados.

«O nosso objectivo é “infectar” tantas pessoas quantas for possível com os “vírus” do acolhimento e da solidariedade. Gostamos de dizer que este é um livro “político” e, de facto, é isso que ele é», afirmam os autores, que acusam os responsáveis europeus de não tomarem medidas para travar este «novo holocausto europeu».

 


Exposição celebra 80 anos da Guernica

Uma exposição de Pablo Picasso está patente até ao início de Setembro no Museu Rainha Sofia, em Madrid, para celebrar o 80.º aniversário da obra mais famosa do pintor.

Intitulada «Piedade e terror em Picasso: o caminho até Guernica», a mostra, cuja inauguração estava prevista para ontem, quarta-feira, 5, reúne perto de 180 obras-primas do artista, pertencentes ao museu e a mais de 30 instituições de todo o mundo.

Segundo o director do museu espanhol, citado pela agência Lusa, a presente retrospectiva «centra-se na evolução do universo pictórico de Picasso, tendo “Guernica” como epicentro» – obra realizada em 1937, por encomenda do Governo da II República de Espanha, para a Exposição Universal de Paris.

Pintura a óleo sobre tela, com quase 3,5 metros de altura e 7,7 metros de largura, «Guernica» mostra os horrores do bombardeamento à cidade homónima basca, por aviões do regime nazi, apoiando o ditador Francisco Franco, em 26 de Abril de 1937, durante a Guerra Civil de Espanha.

 


«O Almoço do Trolha» para ver em Lisboa

A pintura «O Almoço do Trolha», de Júlio Pomar, considerada um ícone do movimento neo-realista português, é uma das obras que integram a exposição colectiva, inaugurada dia 30, no Atelier-Museu do artista, em Lisboa.

Para além deste quadro, pintado nos anos 40 quando Pomar esteve preso no Forte de Caxias, a exposição inclui obras de André Romão, Carlos Bunga, Igor Jesus, Joana Bastos, João Leonardo, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, Pedro Barateiro e Rodrigo Oliveira.

 


«O Povo que Ainda Canta» lançado em Paris

O realizador Tiago Pereira apresentou, no último fim-de-semana, na capital francesa, o livro «O Povo que Ainda Canta», numa sessão que contou com o grupo de cantares alentejanos «Os Cantadores de Paris».

O livro, editado pela Tradisom, inclui cerca de 300 fotografias e oito dvd com os 26 episódios da série documental homónima, produzida para a RTP2 em 2015.

O título da obra é também uma homenagem ao programa televisivo da RTP, intitulado «Povo Que Canta», de 1971, do realizador Alfredo Tropa e do musicólogo Michel Giacometti, que levaram a cabo um trabalho pioneiro de recolha e investigação sobre a música portuguesa.

 



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