Breves
OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Solidariedade com greve na Trèves

O PCP manifestou a sua solidariedade para com a greve dos trabalhadores da Trèves (em César, Oliveira de Azeméis), de uma hora por turno, iniciada no dia 6 e que se estendeu até ao dia 11, que se saldou numa vitória. Num comunicado da Comissão Concelhia, o PCP destaca a exigência central dos trabalhadores: o aumento salarial de modo a deixarem de receber apenas o salário mínimo nacional e a melhorarem o seu poder de compra, degradado por três anos sem qualquer valorização. Tiago Vieira, responsável da DORAV do PCP, e Ana Isaura Costa, membro da Concelhia, estiveram presentes no dia 11 na concentração dos trabalhadores em greve, realizada junto à entrada, para manifestarem a solidariedade e empenho do PCP numa política que rompa com o modelo de baixos salários e trabalho precário. Imediatamente após a deslocação da delegação do PCP à empresa, a administração reuniu com os trabalhadores num plenário do qual saiu um aumento na massa salarial de 1,5 por cento a partir de Julho, um aumento do subsídio de refeição com efeitos em Maio, e um compromisso para novo aumento de salário a partir de Janeiro.


CASCAIS
Acordo obscuro e prejudicial

O PCP reafirma, num comunicado de dia 6 da Comissão Concelhia de Cascais, a sua oposição ao negócio entre a Câmara Municipal, a Universidade Católica e a empresa Luz Saúde, SA, envolvendo a construção de um edifício pelo município para aí funcionar uma futura faculdade de medicina daquela instituição privada. Segundo o protocolo entre a CMC e a UCP, a autarquia obriga-se a construir um edifício, «com as características e os acabamentos referidos (pela UCP), que será dado de arrendamento à UCP». Acontece que, segundo apurou o Grupo Parlamentar do PCP junto do ministro da Ciência, «não existe, à data, qualquer submissão pela Universidade Católica Portuguesa de pedido de acreditação de ciclo de estudos na área de medicina». Apesar disso, o Secretário de Estado da Saúde participou, em Fevereiro, numa sessão pública promovida pela Câmara na qual se anunciou a criação da faculdade de medicina privada. Caso a UCP não consiga obter a acreditação do curso de medicina até à data da conclusão do novo edifício, as partes «obrigam-se a negociar a possível afectação, total ou parcial, do mesmo a outros fins», lê-se ainda no protocolo, que o PCP contesta.


SANTIAGO DO CACÉM
Por um novo Centro de Saúde

O funcionamento do Centro de Saúde de Santiago do Cacém encontra-se suspenso devido às condições degradadas das suas instalações que, segundo a autoridade de Saúde, punham em risco a segurança dos doentes e dos profissionais. O PCP lembra que o estado do edifício era por demais conhecido e que o Centro de Saúde funcionava há mais de 30 anos «num edifício que não teve a manutenção necessária ao longo dos anos, chegando ao lamentável estado de degradação actual». Há muito que o PCP, as populações e as autarquias defendem novas instalações, para além de mais médicos, enfermeiros e profissionais de saúde que consigam satisfazer as necessidades da população.