Presos palestinianos
em greve de fome

Cerca de 1500 palestinianos presos nos cárceres israelitas iniciaram, segunda-feira, 17, uma greve de fome por tempo indeterminado contra as condições de reclusão. Contestam a negação por parte dos sionistas de direitos básicos como assistência médica e medicamentosa, acesso ao processo e conhecimento das acusações que lhes são imputadas, a não prorrogação do período de detenção preventiva e concessão de liberdade condicional, cumprimento das visitas de familiares. Exigem, por outro lado, a investigação de denúncias de abusos, maus-tratos e tortura, e a responsabilização dos seus autores e mandantes.

Dados oficiais registam mais de 6500 palestinianos nas prisões israelitas, entre os quais mais de 60 mulheres, 13 deputados palestinianos e pelo menos 300 menores de idade. Aproximadamente 500 estão detidos sem saberem qual ou quais os crimes que lhes são imputados.

Num artigo publicado no jornal The New York Times a propósito do Dia do Preso Palestiniano e da greve de fome desencadeada, o dirigente palestiniano Marwan Barghouthi denuncia que «Israel estabeleceu apressadamente um sistema que se tornou num “apartheid judicial” e que garante a impunidade aos israelitas que cometeram crimes contra os palestinianos e criminaliza a resistência palestiniana».

«Os prisioneiros palestinianos são vítimas de tortura, tratamentos degradantes e desumanos e de negligência médica. Muitos são abatidos na prisão», acusa Barghouthi no texto difundido pelo diário norte-americano e citado pela Lusa.

 



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