Aconteu
Eurostat reconhece défice de 2%

O gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat) confirmou que o défice público do Estado português em 2016 se fixou em dois por cento, abaixo do limite dos três por cento imposto por Bruxelas, cumprindo-se assim uma condição essencial para a saída do País do procedimento por défices excessivos.

Em comunicado divulgado dia 24, o organismo assinala ainda que a dívida pública de Portugal representa 130,4 por cento do PIB, a terceira maior da União Europeia.

Nove estados-membros registaram, no ano passado, excedentes orçamentais: Luxemburgo (1,6%), Malta (1,0%), Suécia (0,9%), Alemanha (0,8%), Grécia (0,7%), República Checa (0,6%), Chipre e Holanda (0,4% cada) e a Estónia e a Lituânia (0,3% cada).

Em sentido contrário, os maiores défices públicos foram registados na Espanha (4,5%), França (3,4%) e o Reino Unido e a Roménia (3% cada).

No que respeita à dívida pública, 16 estados-membros registaram um rácio superior a 60 por cento do PIB. O maior peso da dívida observa-se na Grécia (179%), em Itália (132,6%), em Portugal (130,4%), em Chipre (107,8%) e na Bélgica (105,9%).

 


Inscritos no IEFP ao nível de 2009

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 18 por cento no último ano, representando a maior redução em termos homólogos desde que há registo.

Em Março, havia 471 474 pessoas inscritas nos centros de emprego, ou seja, menos 103 601 pessoas do que no mesmo mês do ano anterior.

Segundo dados divulgados, dia 19, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em comparação com o mês anterior, o número total de desempregados recuou 3,3 por cento, o que representa menos 16 155 pessoas.

Os desempregados inscritos nos centros de emprego diminuíram em ambos os sexos, mas a queda foi mais significativa nos homens, com uma descida de 19,9 por cento, enquanto nas mulheres a redução foi de 16,3 por cento.

 


Rui Simões estreou filme em São Pedro da Cova

«Do carvão aos resíduos. Regresso a São Pedro da Cova» é o título do novo documentário do realizador Rui Simões, cuja estreia teve lugar, dia 21, na Junta de Freguesia da antiga localidade mineira.

Quarenta anos depois de ter acompanhado a luta da população mineira por um futuro melhor, que registou em três pequenos filmes reunidos sob o título genérico, «São Pedro da Cova», o realizador voltou à freguesia de Gondomar para mostrar o seu novo trabalho, composto de imagens antigas, repescadas no seu arquivo, e actuais.

Deste reencontro, como refere a sinopse do documentário, o realizador «traz uma nova mensagem para o poder central: agora são os resíduos tóxicos que ali foram depositados e que ameaçam a saúde de toda a população. Quarenta anos depois, do carvão aos resíduos, a luta é a mesma».

 


Siza Vieira condecorado no 25 de Abril

O arquitecto Siza Vieira foi condecorado anteontem pelo Presidente da República, durante as comemorações do 25 de Abril, com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.

A decisão foi anunciada por Marcelo Rebelo de Sousa no discurso que proferiu na inauguração da exposição «A Pressão da Luz – Uma Viagem de Nuno Cera pela Arquitectura de Álvaro Siza Vieira» e do lançamento do livro «Guia de Arquitectura Álvaro Siza, Projetos Construídos Portugal», iniciativas realizadas, a 6 de Abril, na Galeria Millennium.

De acordo com o chefe de Estado, o galardão visa celebrar a vertente de pedagogo de Álvaro Siza Vieira. «É um professor e é um mestre, além de ser um genial criador do domínio da cultura».

 


Cargueiro chinês chega a laboratório espacial

O primeiro cargueiro espacial chinês acoplou-se, dia 22, ao laboratório espacial «Tiangong 2», dois dias depois de ter sido lançado, anunciou o centro de controlo aeroespacial de Pequim.

A nave designada «Tianzhou 1» (navio celestial) estará unida durante dois meses ao laboratório espacial, o qual deverá abrir caminho ao desenvolvimento de uma estação espacial habitável, prevista para 2022, altura em que a estação espacial internacional deixará de funcionar.

 



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