Aconteu
Um em cada cinco trabalhadores ganha salário mínimo

Mais de 20 por cento dos trabalhadores portugueses ganhavam o salário mínimo em 2016.

Segundo o quarto relatório de acompanhamento do acordo sobre a retribuição mínima mensal garantida (RMMG), apresentado pelo Governo, dia 4, aos parceiros sociais, o número de trabalhadores que auferem o salário mínimo nacional foi de 612,5 mil em Dezembro de 2016, valor que compara com os 512,2 mil trabalhadores que ganhavam aquela remuneração em 2015.

O documento indica que os trabalhadores com salário mínimo «estão mais concentrados nas baixas qualificações (Ensino Básico ou menos)», sendo sobretudo mulheres e jovens, empregados em micro e pequenas empresas.


Condição social influencia desempenho escolar

Um estudo sobre o desempenho escolar no 2.º Ciclo, publicado, dia 8, pela Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), conclui que persiste uma correlação entre um baixo nível socioeconómico e fracos desempenhos escolares.

A análise utiliza os dois escalões de Acção Social Escolar (ASE) para concluir que, nos 5.º e 6.º anos de escolaridade e em todas as disciplinas avaliadas, quanto maiores são as carências económicas, maior é a taxa de reprovação.

Os beneficiários do escalão A de ASE (o equivalente ao 1.º escalão do abono de família) registaram uma taxa de 44 por cento de reprovações a Matemática no 5.º ano e de 48 por cento no 6.º ano – o que nos alunos sem ASE cai para 16 por cento e 20 por cento, respectivamente.

Nas disciplinas de História e Geografia de Portugal e Ciências Naturais as disparidades são ainda maiores: em ambos os anos de escolaridade, as negativas dos estudantes com ASE de escalão A (os mais carenciados) são o triplo em relação aos que não têm direito a apoio social.

Também nos beneficiários do escalão B de ASE (o equivalente ao 2.º escalão do abono de família), a taxa de reprovação é sensivelmente mais elevada.


Morreu o escritor e jornalista Baptista Bastos

O jornalista e escritor Armando Baptista Bastos morreu, dia 9, aos 83 anos. Autor de mais de uma dezena de livros de ficção, como «O Secreto Adeus», «Cão Velho entre Flores», «A Colina de Cristal» e «No Interior da Tua Ausência», BB, como era conhecido no jornalismo, fez carreira em redações como a d’O Século, Diário Popular, Seara Nova, Jornal de Notícias, Expresso, Jornal de Negócios. Foi fundador do semanário O Ponto e trabalhou também na RTP e em vários canis de rádio.

O PCP, numa nota do Secretariado do Comité Central divulgada ontem, dia 10, endereçou à família o seu pesar pelo falecimento de Baptista Bastos «reconhecido homem de letras e das artes». O PCP salienta, «para além do jornalista de referência que foi», a sua dimensão de escritor, de que se destacam os seus romances, textos jornalísticos e crónicas.

No momento do seu desaparecimento, o PCP destaca ainda o seu percurso e intervenção social e política, a sua participação na luta antifascista e o contributo que deu para que o 25 de Abril de 74 fosse possível e o regime democrático fosse implantado no nosso País.


Morreu o pintor Abel Mendes

O pintor Abel Mendes, professor jubilado da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, morreu, dia 5, aos 83 anos.

Nascido em Braga, em Julho de 1933, Abel Mendes frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, de 1952 a 1964 e, em 1981, fundou o Grupo VideOPorto, com os artistas plásticos Silvestre Pestana e Henrique Silva.

Participou em numerosas exposições colectivas e certames de arte, nomeadamente nos Encontros Internacionais de Arte em Almada (1982) e no Encontro Nacional de Performance de Torres Vedras (1985), entre muitos outros.


«A Vida das Palavras» de Moreira Rita

«A Vida das Palavras», de José Machado Moreira Rita, foi recentemente editado pela Câmara Municipal de Serpa, que prestou assim homenagem póstuma ao autor falecido em Janeiro de 2009, aos 66 anos de idade.

Militante do PCP desde 1974, teve diversas responsabilidades no Partido desde a organização da freguesia de Pias até ao Comité Central, passando pela Comissão Concelhia de Serpa e pela Direcção Regional de Beja, da qual foi responsável.

No plano autárquico, foi eleito pela CDU em sucessivos mandatos, tendo desempenhado as funções de presidente da Assembleia Municipal de Serpa e de vereador a tempo inteiro.

Em 22 de Abril, a Junta de Freguesia de Pias atribuiu o seu nome a uma artéria da vila, ocasião em que foi apresentado o seu livro, numa sessão que contou com a intervenção de Ana Benedita e de Tomé Pires, presidente da CM de Serpa.



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