Obra e intervenção assinaláveis reflectem o projecto do PCP-PEV
Jerónimo de Sousa em Mora e Arraiolos constata qualidade ímpar do trabalho

VISITA Os municípios geridos pela CDU apresentam uma obra e intervenção notáveis. Isso mesmo sobressaiu nas visitas realizadas por Jerónimo de Sousa aos municípios de Mora e Arraiolos, faz amanhã uma semana.

A manhã e o início da tarde de sexta-feira, 2, foram passadas pelo Secretário-geral do PCP nos concelhos de Mora e Arraiolos. Acompanhado por João Oliveira, membro da Comissão Política do Comité Central e deputado do PCP na Assembleia da República, eleito pelo distrito de Évora, Jerónimo de Sousa ficou a conhecer algumas das obras e projectos concretizados ou em fase de concretização por parte daquelas autarquias de maioria CDU.

Se casos há em que de tais visitas «resulta muita parra e pouca uva», e designadamente tratando-se de municípios geridos por outras forças políticas, o mesmo não se pode dizer do périplo comunista por Mora e Arraiolos, cuja obra e intervenção são assinaláveis e reflectem o projecto do PCP-PEV, a sua ligação e identificação populares e com o desenvolvimento e coesão do território.

Isso mesmo constatou o secretário-geral do Partido. Primeiro em Mora, onde depois de ter sido recebido nos Paços do concelho e de ter ficado a conhecer as instalações e os serviços, bem como as respectivas funções e funcionários (que cumprimentou sendo retribuído com calorosas saudações), acompanhou Luís Simão, presidente da Câmara e recandidato a um novo mandato pela plataforma eleitoral que junta comunistas, ecologistas e independentes, bem como a comitiva composta por eleitos, dirigentes e activistas locais, rumo ao Museu Interactivo do Megalitismo.

Este é um equipamento que a autarquia pretende que funcione como âncora no aproveitamento e desenvolvimento turístico e sócio-económico do concelho. À imagem do que vem sucedendo com o Fluviário, explicou o autarca.

Notável
Inaugurado em Setembro de 2016, o museu ocupa os edifícios da desactivada estação ferroviária de Mora, requalificados para instalar o espaço Internet, a biblioteca e uma sala com jogos interactivos que ensinam a brincar. Aqui, as paredes e portões do que outrora foi um armazém estão agora preparados para receber exposições.

Outros dois edifícios foram construídos de raiz e ligados por um corredor metálico com recortes que recriam a geometria das placas de xisto neolíticas, foi esclarecendo a responsável pelo equipamento municipal. Numa das naves foi instalado o núcleo museológico propriamente dito, o qual, apresentando o legado arqueológico regional numa arquitectura que recria a morfologia do terreno, e recorrendo a modernas tecnologias de comunicação permite ao visitante viajar no tempo e assimilar as raízes e a cultura ancestrais. A outra infra-estrutura acolhe a cafetaria e esplanada, donde, aliás, Luís Simão mostrou a segunda fase da obra: uma zona ajardinada de dimensões generosas, vocacionada para o descanso e o lazer, com parque infantil e espaço para realizar as tradicionais festas e feiras.

Em seguida a comitiva dirigiu-se ao Cabeção. Antes passou porém por um miradouro que a Câmara Municipal de Mora está a requalificar e donde se vislumbra a Ribeira da Raia e a Pista de Pesca desportiva, que atrai ao concelho milhares de entusiastas e praticantes da modalidade.

No Cabeção, vila-sede de uma freguesia com pouco mais de um milhar de habitantes, Jerónimo de Sousa contemplou os trabalhos em curso do novo centro cultural, um investimento de mais de 360 mil euros (o orçamento municipal ronda os 10,7 milhões de euros) que vai dotar as colectividades de salas próprias e multiusos para as respectivas actividades. Algo tanto mais notável quanto se sabe que em centenas de municípios geridos pelos partidos da política de direita as populações e localidades afastadas da área urbana central daqueles concelhos – com particular gravidade no interior do País – definham à falta de investimento público que ajude a fixar habitantes, a dinamizar a vida colectiva e a promover o bem-estar. Em Mora é diferente.

Tapete trabalhado

Já depois de uma pausa para o almoço, o secretário-geral do PCP e a delegação que o acompanhou foram até ao concelho de Arraiolos. A recepção foi de classe, com os trabalhadores a fazerem questão de saudar o dirigente comunista e acompanhá-lo na entrada no edifício-sede municipal. À semelhança do que havia sucedido de manhã em Mora, confirmando que os trabalhadores das autarquias CDU sabem, sentem e vêem que está ao seu lado.

Alias, Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos e recandidata a um novo mandato nas listas do PCP-PEV (ver caixa), dirigindo-se aos presentes durante o encontro na sala nobre da autarquia, destacou justamente que sem os trabalhadores, sem a sua consciência e empenho, não teria sido possível realizar a obra, sobretudo considerando os anos de cortes (no financiamento das autarquias, nos salários, nos benefícios fiscais, no investimento público, etc.) impostos pela política das troikas, agravada sobremaneira pelo anterior governo PSD/CDS.

Prova da importância mas sobretudo das capacidades do trabalho e dos trabalhadores da administração local, ali mesmo foi apresentado um software especialmente criado pelos serviços municipais para envolver a comunidade na potenciação dos pontos de interesse cultural ou turístico do concelho.

A valorização do turismo de natureza e do património histórico, artístico e etnográfico, aliado às actividades económicas tradicionais e autóctones, esteve de resto na primeira linha da deslocação do Secretário-geral do Partido a Arraiolos. Acompanhado por Sílvia Pinto e eleitos, candidatos e dirigentes e militantes do PCP, Jerónimo de Sousa começou a visita ao concelho nas obras do novo passadiço que vai ligar a rotunda Norte ao centro da vila, permitindo desfrutar da paisagem, e terminou com passagem junto ao Cine-Teatro que a autarquia pretende devolver aos arraiolenses, remodelado e capaz de ser mais um instrumento de promoção de bem-estar e de dinamismo.

Entre uma e outra visitas, houve ainda tempo para passar em revista o Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, conhecer as suas várias valências, apreciar o trabalho e alguns dos exemplares daquele que é um símbolo da vila alentejana, que a faz pulsar de vida, e ao qual a gestão CDU tem dedicado a melhor atenção, afirmando-se como a força motriz da preservação e projecção de um produto singular. 

Candidatos em Arraiolos

Antes da visita de Jerónimo de Sousa ao concelho, a CDU apresentou os cabeças-de-lista à Câmara e Assembleia municipais de Arraiolos, respectivamente Sílvia Pinto e Jerónimo Loios, ambos recandidatos a novos mandatos. Na iniciativa realizada fez anteontem uma semana, perante uma plateia que lotou por completo o espaço multiusos da vila alentejana, participou e interveio João Oliveira, membro da Comissão Política do Comité Central.

Assumindo o compromisso de prosseguir a obra dos últimos 40 anos, Sílvia Pinto sublinhou linhas mestras do projecto protagonizado pelo PCP-PEV e da intervenção dos seus eleitos, tais como a defesa e melhoramento dos serviços e da água públicos, dos direitos dos trabalhadores, da participação das populações na gestão autárquica e da sua qualidade de vida, da autonomia e integridade do poder local democrático. Neste último âmbito lembrou a oposição à extinção de freguesias, imposta pelo anterior governo, e criticou a pretensão do actual Governo do PS de proceder a uma descentralização de competências em que os municípios ficam esvaziados de autonomia financeira e de decisão, e, mais grave, que coloque em causa o acesso equitativo à saúde ou à educação.

Sílvia Pinto realçou, também, o muito trabalho desenvolvido e os projectos e obras lançados nos domínios da cultura e da valorização dos recursos e do património, da educação, da habitação, do ambiente, do desenvolvimento económico e da coesão territorial.




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