• Ilda Figueiredo

Desde o início do ano o CPPC realizou cinco Concertos pela Paz
Paz – objectivo central da actualidade

A defesa da Paz é um objectivo central na actualidade. O nosso quotidiano é trespassado com cenas de violência e imagens televisivas que, em geral, escamoteiam os verdadeiros responsáveis. Raramente surge um debate verdadeiramente pluralista que aborde as causas, os responsáveis e as consequências da brutalidade da agressão e muito menos das ingerências externas, da opressão e do desrespeito do direito soberano dos povos a escolherem o seu destino em liberdade. Mas há muitas preocupações na sociedade portuguesa com as ameaças à Paz e com a necessidade do reforço do esclarecimento e da solidariedade com os povos vítimas da violência e da guerra.

É neste contexto que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) tem procurado intervir de formas diversas, construindo pontes com sectores da cultura, da educação, do movimento associativo, de autarquias e de instituições sensíveis a esta causa da Paz.

A agudização da situação internacional tem, pois, sido assinalada em Portugal, seja com concentrações e manifestações, como aconteceu em Lisboa e no Porto, a 24 e 25 de Maio, no âmbito da Campanha «Sim à Paz! Não à NATO!», em que participaram cerca de 25 organizações, seja de actividades culturais e de educação para a Paz.

Desde o início do ano, o CPPC realizou cinco Concertos pela Paz com apoio de câmaras municipais, muitas colectividades e artistas. Porto, Vila Nova de Gaia, Lisboa, Coimbra e Viana do Castelo foram palco de magníficos concertos pela Paz. No seu conjunto, participaram milhares de pessoas, incluindo centenas de artistas, sendo alguns profissionais e muitos amadores de imensas associações culturais e instituições de música, teatro e dança, afirmando, a muitas vozes, a indignação face às guerras de agressão, e expressando, a muitas vozes também, a solidariedade com os refugiados e os povos vítimas do colonialismo, como o povo do Saara Ocidental, de actos de ingerência externa e de conflitos armados como na Palestina, na Síria, Iraque e em tantos outros lados, expressando-se contra as injustiças e desigualdades sociais, a opressão, o desrespeito da soberania e independência nacionais.

Houve, igualmente, diversos debates em escolas, associações e sindicatos, em diversas zonas do País, designadamente no Porto, Gondomar, Gaia, Lisboa, Almada, Seixal Faro, Loulé, Albufeira, Évora, Beja e Serpa.

Em termos de publicações, merece destaque o livro «Décadas de Luta pela Paz», que é um contributo para o estudo do importante Movimento da Paz em Portugal, e um livrinho com 12 poemas sobre a Paz, de alunos de 11 escolas do Porto, que o CPPC editou com apoio da Câmara Municipal.

No âmbito do recém-criado movimento dos Municípios pela Paz, realizou-se, em 6 de Abril, em Gondomar, uma actividade sobre o Desporto e a Paz, envolvendo seis municípios, algumas associações e escolas, e estão em preparação actividades envolvendo outros municípios para assinalar a luta contra as armas nucleares, no início de Agosto, e o Dia Internacional da Paz, a 21 de Setembro.

Entretanto, está em preparação a exposição «Artistas pela Paz» integrada na 2.ª Bienal Internacional de Arte de Gaia 2017, resultado da parceria estabelecida entre a Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural e o CPPC, o que assume particular significado. A nobre causa da Paz marca presença através dos trabalhos de criadores que se identificam com este bem precioso que precisamos de defender para que a humanidade tenha futuro.

Pela Paz, todos não somos demais.




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