Aconteu
Novos contratos são precários e mal pagos

Mais de dois terços dos novos contratos de trabalho vigentes em Maio último eram precários, correspondendo a contratos a prazo (36,1%) e a outras formas de contrato não permanente (31,5%), revela o Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais, em Lisboa.

De acordo com o estudo divulgado dia 9, «os contratos permanentes são a forma jurídica dominante de emprego em Portugal», mas no que toca aos novos contratos, «a forma dominante é o contrato não permanente».

Com efeito, os contratos permanentes representavam apenas 33,1 por cento dos novos vínculos laborais.

O Barómetro das Crises conclui ainda que se verifica uma tendência de degradação da remuneração do trabalho, com a média de retribuição ilíquida dos novos contratos não permanentes a fixar-se nos 646 euros, um valor próximo do salário mínimo nacional.

Em paralelo, a remuneração oferecida aos novos contratos permanentes baixou de 1024 euros para 809 euros, uma redução de cerca de 20 por cento nos últimos três anos, indica o estudo.


Estado quer classificar elevador da Glória

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) pretende que o Ascensor da Glória e o meio urbano que o envolve, em Lisboa, sejam classificados como Zona Especial de Protecção.

Segundo anúncio publicado, dia 12, em Diário da República, a DGPC pretende que o Ascensor da Glória, já classificado em 2002 como Monumento Nacional, e o meio urbano que o envolve sejam definidos como «conjunto de interesse nacional/monumento nacional» e que haja a «fixação da Zona Especial de Protecção do Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve e do Palácio Foz, classificado como Imóvel de Interesse Público».

Além do projecto para a zona do Ascensor da Glória, a DGPC propôs «a classificação como Monumento de Interesse Público» de um imóvel na Praça Duque de Saldanha e de outro na Avenida da República, na freguesia das Avenidas Novas.

Outra das propostas da DGPC refere-se à Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Boa Hora, no Largo da Boa Hora, na freguesia lisboeta da Ajuda, para que seja considerada como Zona Especial de Protecção.


Biblioteca Galveias reabriu ao público

A maior biblioteca municipal de Lisboa, situada no Palácio Galveias, na zona das Avenidas Novas, reabriu ao público, dia 10, após obras de remodelação que duraram dois anos e custaram cerca de dois milhões e meio de euros.

O equipamento, que tem mais de dois mil metros quadrados e 320 lugares sentados, conta agora com um espaço para as crianças, mais de dez novas salas de trabalho e leitura com acesso grátis à Internet.

Em 2015, quando fechou para obras, cerca de 600 pessoas frequentavam diariamente a biblioteca, onde é possível requisitar livros para levar para casa.


Faleceu Manuel de Seabra

O escritor, ensaísta, tradutor e jornalista Manuel de Seabra faleceu aos 84 anos, dia 22 de Maio, em Barcelona, cidade em que estava radicado.

Nascido em Lisboa em 1932, saiu de Portugal, por razões políticas, aos 22 anos, vivendo em Espanha, França, Brasil, Inglaterra, onde trabalhou oito anos na BBC, e União Soviética.

Em 1999 foi eleito presidente da Associação de Escritores da Catalunha. Foi distinguido por mérito cultural pelo governo regional.

Em 1982, recebeu o prémio Círculo de Leitores pelo romance «Os Exércitos de Paluzie». Recebeu também, entre outros, o prémio Máximo Gorki (URSS).

Da sua obra podem destacar-se: «Terra de Ninguém» (1959), «O Fogo Sagrado» (1961), «Os Rios Sem Nome» (1982), «Conheces Blaise Cendrars?» (1984), «Promessa às Escuras» (1994), «O Dia em que Jesus Traiu Judas» (1996), «A Reforma dos Cavalos» (1998), «Bar-Mitzvah» (2001), «Odiai-vos Uns Aos Outros» (2003) e «Os Revolucionários» (2012.


Homo sapiens tem 300 mil anos

Uma equipa internacional de investigadores, coordenada pelo paleoantropólogo francês Jean-Jacques Hublin, descobriu fósseis de «homo sapiens» no campo arqueológico de Jebel Irhoud, em Marrocos, que datam de há pelo menos 300 mil anos.

A descoberta, publicada dia 8 na revista Nature, torna o antepassado da espécie humana cem mil anos mais antigo do que se pensava.

Até agora, os vestígios humanos mais antigos haviam sido encontrados em Omo Kibish, na Etiópia, em 1967, calculando-se que tivessem cerca de 200 mil anos.



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