«A alternativa passa por ti, adere ao PCP»

O PCP está a distribuir nos concelhos da Península de Setúbal um folheto destinado a promover o recrutamento de novos militantes. Com o significativo título «Eu não quero saber de política!», o folheto explica que, afinal, a «política» é parte integrante do dia-a-dia de todos, gostem ou não: «se não queremos saber dela, outros tomarão as decisões por nós» ou «o baixo salário que recebes, as contas altas que pagas (electricidade, transportes, gás, casa, etc.) tudo é consequências de decisões políticas» são alertas deixados pelo PCP. Por isso, acrescenta, é «importante a participação de todos na tomada de decisões que afectam toda a gente, ou seja, a política».

Respondendo à questão «está fora de moda ser militante de um partido?», o PCP devolve a pergunta: «está na moda ficar indiferente perante a angústia de quem perdeu o trabalho? De quem trabalhou uma vida inteira e tem uma reforma de miséria?» Assim, garante, «temos os nossos princípios, não nos orientamos por modas». Outra opinião desmontada no folheto é a de que os partidos sejam «todos iguais». Não, os partidos representam os interesses de diferentes classes sociais, esclarece-se, e o PCP é o que «defende os trabalhadores e o povo português».

Acerca da suposta inutilidade da luta, o Partido lembra que «sem a luta de gerações de trabalhadores, as crianças ainda entrariam nas fábricas a trabalhar» e «viveríamos ainda muito pior e os senhores do dinheiro, os grandes capitalistas, teriam ainda fortunas maiores».

A alternativa «passa por ti», assume-se no folheto, que deixa um apelo directo para a adesão ao Partido.

 



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