Nomeações na TAP não defendem o interesse nacional

O PCP considera que a escolha dos representantes do Estado em altos cargos da administração pública, em empresas do sector público empresarial ou noutras, como a TAP, onde o Estado assuma elevadas responsabilidades, «deve ser ditada pela defesa dos interesses nacionais». Em comunicado emitido na segunda-feira, 12, pelo seu Gabinete de Imprensa, o Partido critica as nomeações recentes para o Conselho de Administração da TAP de Miguel Frasquilho e Lacerda Machado: o primeiro, quadro do PSD, «esteve ligado ao BES e à política de privatizações de anteriores governos»; o segundo a «discutíveis opções de gestão da TAP».

Para o Partido, uma «opção de defesa do interesse público, designadamente no sector da aviação civil, exige uma outra política que enfrente os interesses do capital monopolista, sejam os da AZUL na TAP, sejam os da Vinci nos aeroportos nacionais, e pressupõe também a escolha de pessoas que dêem essas garantias». Tal como sucedeu na Caixa Geral de Depósitos, com a escolha do ex-ministro do governo PSD/CDS Paulo Macedo, também neste caso não é claramente o caso das personalidades indicadas.

No comunicado, o PCP realça o carácter estratégico da TAP (responsável por «uma parte significativa das exportações» e com um «papel determinante na coesão do território e na ligação à diáspora») e lembra o processo de privatização consumado pelo anterior governo quando já se encontrava demitido. A reversão parcial da privatização da TAP por parte do Governo PS, acrescenta o PCP, «não respondeu ao que a defesa do interesse nacional exigia: a recuperação do controlo público total da empresa, desenvolvendo-a, modernizando-a e colocando-a ao serviço do País».

 



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