Editorial

«Em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País»

INTERVIR PARA AVANÇAR

A situação do País ficou marcada na última semana pela tragédia do incêndio florestal de Pedrógão Grande e concelhos adjacentes, combatido com o enorme esforço, empenhamento e pesados sacrifícios pessoais pelos bombeiros e outros profissionais da protecção civil.

O Secretário-geral  do PCP, em declaração proferida no domingo, dia 18, manifestou o profundo pesar pelas vítimas deste incêndio e a solidariedade do PCP com as suas famílias e com as forças que no terreno o combatem. Lembrou a necessidade de se canalizar os necessários meios para acorrer à situação climatérica excepcional que o País está a viver, manifestando ao mesmo tempo a disponibilidade do Partido, nomeadamente através da intervenção dos seus deputados na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, para envidar todos os esforços para que sejam avaliados os prejuízos nas vidas, nas habitações e nos bens das populações atingidas e canalizados os meios que os permitam colmatar.

Entretanto decorreu no sábado, dia 17, o seminário «Centenário da Revolução de Outubro – Socialismo, exigência da actualidade e do futuro» que contou com a participação de várias centenas de pessoas e um conjunto diversificado de intervenções cujos temas e conteúdos permitiram aprofundar a reflexão sobre a Revolução de Outubro e o socialismo, como exigência da actualidade e do futuro. Este seminário constituiu um importante êxito no quadro das comemorações da Revolução de Outubro que o PCP promove ao longo de todo o ano.

Sobre a segunda volta das eleições legislativas em França do passado domingo o PCP considera que estas ficaram marcadas «por um nível de abstenção histórico, de cerca de 57%, uma percentagem que, somada a votos brancos e nulos, se eleva a cerca de 61%, um elemento que, somado a um profundo descontentamento face às repetidas e falsas promessas de mudança em França e na União Europeia pelos partidos que se têm revezado no governo, traduz um profundo descrédito num sistema eleitoral anti-democrático que distorce gravemente a expressão da vontade popular».

«O PCP, acompanhando com grande preocupação a evolução da situação política em França e as suas repercussões na Europa, expressa a sua confiança em que os trabalhadores e as forças progressistas francesas lutarão contra a instauração neste País de um poder autoritário ao serviço do grande capital francês e europeu, e defenderão os direitos e interesses dos trabalhadores e do povo francês no caminho da soberania, do progresso social e da paz.»

Prossegue a preparação das eleições autárquicas de 1 de Outubro com a CDU em crescente afirmação na organização de listas de candidatura, prestação de contas, apresentação de candidatos e de linhas programáticas, e os  contactos para promover ainda mais o alargamento dos apoios necessários.

Realizaram-se na semana passada as primeiras jornadas de trabalho de construção da 41.ª edição da Festa do Avante!. Na sua edição especial da próxima quinta-feira, 29, o Avante! publicará o suplemento com os artistas da Festa e será organizada uma venda especial. E, com esta acção, iniciar-se-á uma nova fase na divulgação da Festa e venda antecipada da EP que importa desde já organizar e dinamizar.

Desenvolve-se a luta de massas com diversas acções marcadas ou em concretização em muitas empresas e sectores como é o caso, entre muitos outros, da luta dos trabalhadores do Grupo Montebelo, Amarsul e Valorsul, dos professores, CarrisBus, EMEF, Lousas de Valongo, Eurest, Randstad.

O PCP continua a intervir pelo aprofundamento de medidas e políticas de valorização de direitos, salários e rendimentos e pela alteração do rumo político do País, que implica a ruptura com a política de direita e a concretização da alternativa necessária.

O recente pronunciamento da agência de notação financeira FITCH tendo em vista alterar expectativas sobre a evolução da dívida portuguesa, não resolve nenhum dos nossos défices estruturais e em particular o défice produtivo. Ao contrário do que afirmam e pretendem estas agências como instrumentos do grande capital, tal objectivo impõe a necessidade de libertação do País da submissão ao euro e às imposições e constrangimentos da União Europeia, a renegociação da dívida, o controlo público da banca e a recuperação para o sector público dos sectores básicos estratégicos da nossa economia. Estas são condições imprescindíveis à ultrapassagem de fragilidades e défices estruturais, à defesa e promoção da produção nacional e dos sectores produtivos, à criação de emprego e à defesa e afirmação do nosso desenvolvimento soberano.

Mas o combate por estes objectivos é indissociável da dinamização da luta de massas, do reforço do PCP, da unidade e convergência com democratas e patriotas, de que a CDU, coligação democrática unitária, se constitui como importante expressão.

 


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