A contracimeira reclamou direitos sociais, saúde e educação para todos
Protestos massivos marcam cimeira do G-20

CONTRACIMEIRA Uma poderosa manifestação encerrou, dia 8, uma semana de protestos que acompanharam a cimeira do G20 em Hamburgo.

Sob o lema, «Solidariedade sem fronteiras em vez do G-20», cerca 80 mil pessoas (20 mil segundo a polícia) desfilaram, no sábado, 8, na grande manifestação realizada em Hamburgo por um conjunto de organizações que integraram a contracimeira do G-20, designadamente sindicatos, o partido Die Linke, a associação Attac ou a Amnistia Internacional.

A manifestação encerrou uma semana de protestos e assembleias contra as políticas das grandes potências capitalistas que semeiam a guerra e a destruição no planeta e perpetuam a pobreza.

Apesar da maioria das acções ter decorrido de forma pacífica, provocadores causaram distúrbios e entraram em confrontos com as forças da ordem.

Além das destruições provocadas em estabelecimentos comerciais e automóveis, um balanço divulgado, dia 9, pelas autoridades revela que 476 polícias ficaram feridos nos confrontos. Por seu turno, a polícia deteve 186 pessoas. O número de feridos civis não foi revelado.

Segundo as palavras do presidente do município de Hamburgo, Olaf Scholz, que prometeu indemnizar as pessoas, cujos bens tenham sido destruídos ou vandalizados, a cidade foi palco da «maior operação policial desde a Guerra», envolvendo um dispositivo de segurança com mais de 20 mil agentes que exigiu 18 meses de preparação.

O sindicato alemão de polícias (GdP) acusou os movimentos anarquistas de se infiltrarem em manifestações pacíficas para atacar deliberadamente agentes da polícia.

Também os organizadores da contracimeira social não excluem que entre os grupos violentos tenham estado membros de organizações neonazis.

Ao mesmo tempo denunciaram a restrição dos direitos e liberdades civis, nomeadamente o direito de manifestação, assim como acusaram a polícia de utilizar canhões de água e gás pimenta contra manifestantes pacíficos.

PCP presente em Hamburgo

O PCP, representado pelo deputado no Parlamento Europeu Miguel Viegas, participou num debate organizado pelo Partido Comunista Alemão (PCA) no passado dia 7 de Julho, em Hamburgo, no âmbito da Reunião do G-20 que teve lugar nesta mesma cidade alemã. Durante esta iniciativa, onde para além do PCA e do PCP participaram representantes do PC da Venezuela, do PC da Boémia e Morávia e do PT da Bélgica, debateu-se a crise do capitalismo, a ofensiva imperialista e o papel das forças revolucionárias e progressistas no desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos.

Na sua intervenção Miguel Viegas expôs a análise do Partido quanto à crise estrutural do capitalismo, denunciando o aumento da exploração e da repressão de liberdades e o aumento dos conflitos armados promovidos pelo imperialismo um pouco por todo o mundo. Reafirmando a solidariedade e cooperação internacionalista do PCP com partidos comunistas e outras forças progressistas que defendem os direitos e a soberania dos seus povos face à acção agressiva do imperialismo, Miguel Viegas abordou a alternativa patriótica e de esquerda pela qual o PCP luta em Portugal, sublinhando a importância da recuperação de parcelas de soberania amputadas no quadro do processo de integração capitalista europeia, visando a libertação de Portugal da subordinação ao euro e à União Europeia, que contraria uma efectiva política que dê real resposta aos problemas do País.

O deputado do PCP teve ainda a oportunidade de participar na manifestação com dezenas de milhares de pessoas, que se realizou em Hamburgo e que as acções violentas que foram ocorrendo ao longo da semana, com grande promoção na comunicação social, não foram suficientes para desmobilizar.




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