Aconteu
Necessidades básicas dominam gastos familiares

Quase dois terços do total dos gastos das familias destinam-se a habitação, transporte e alimentação, segundo conclui um inquérito divulgado, dia 17, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No biénio 2015/2016, este tipo de despesas representou 60,3 por cento dos gastos das famílias, tendo o seu peso relativo aumentado 3,3 por cento em relação a 2010/2011.
A habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis representaram 31,9 por cento dos agregados, os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas pesavam 14,3 por cento, valor semelhante aos transportes (14,1%).
Os gastos com alimentação baixaram de 18,7 por cento em 2000, para 15,5 por cento, no período 2005/2006 e 13,3 por cento, em 2010/2011, voltando a subir para os 14,3 por cento em 2015/2016.
Já o peso das despesas com habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis aumentou de 19,8 por cento em 2000 para 31,9 por cento em 2015/2016.


«Treblinka» chega às salas de cinema

O filme «Treblinka», de Sérgio Tréfaut, sobre os horrores do Holocausto, estreou dia 13, nas salas de cinema.
Eleito o melhor filme português do IndieLisboa de 2016, a acção desenrola-se no interior de comboios entre a Rússia, a Ucrânia e a Polónia, meio utilizado para levar milhões de pessoas para os campos de extermínio nazis. Só no campo de Treblinka, na Polónia, foram mortas mais de 750 mil pessoas.
Já exibido em vários festivais internacionais, é composto por testemunhos de sobreviventes do Holocausto, sobretudo do judeu polaco Chil Rajchman, a partir do seu livro de memórias «Je suis le dernier juif».
O realizador recorreu sobretudo à voz e à palavra para abordar o tema, contando com a participação de um núcleo reduzido de actores: Isabel Ruth e Kirill Kashlikov. «O horror está no texto e não na imagem, porque a imagem do horror se banalizou», segundo declarou Sérgio Tréfaut.
Nascido em 1965, é autor sobretudo de documentários, como «Outro país» (1999), «Lisboetas» (2005) e «Alentejo, Alentejo» (2014), aos quais juntou, em 2011, a primeira ficção, «Viagem a Portugal».
Do cineasta, está ainda por estrear a adaptação recente de «Seara de Vento», a partir do romance homónimo de Manuel da Fonseca.


Festival de Almada fecha com Shakespeare

A 34.ª edição do Festival de Teatro de Almada encerrou anteontem, 18, com a comédia «Sonho de uma noite de Verão», de William Shakespeare, pela companhia galega «Voadora».
O mais importante certame teatral do país apresentou 44 produções de teatro, dança e música, 27 das quais espectáculos de sala. Destes, 13 foram criações portuguesas, cinco delas em estreia.
Animação de rua, concertos, exposições e debates foram outras das propostas do Festival, organizado pela Companhia de Teatro de Almada, que este ano homenageou o artista plástico, cenógrafo e figurinista António Lagarto.


«Cândida ou o pessimismo» na Escola de Mulheres

O monólogo «Cândida ou o pessimismo» é a peça em cartaz no espaço Escola de Mulheres, em Lisboa, uma alegoria interpretada por Cucha Carvalheiro.
O texto baseia-se no monólogo «Está aí alguém?», escrito há quase 20 anos, e numa versão livre para teatro de «Cândido», de Voltaire.
Esses dois trabalhos, ambos da autoria de Cucha Carvalheiro, são agora revisitados, numa peça que que evoca o conto-sátira do filósofo iluminista, reescrita em conjunto com Fernanda Lapa, que encena e assina o espaço cénico.
O espectáculo pode ser visto no Clube Estefânia, até 30 de Julho, de quinta-feira a domingo, às 22 horas.


«A Capital do Império» de Modesto Navarro

«A Capital do Império», novo romance de Modesto Navarro, foi lançado, dia 13, na Biblioteca da Casa do Alentejo, numa sessão que contou com intervenções do autor e de Sérgio de Sousa, a quem coube apresentar a obra.
Com a chancela da editora Nova Vega, o romance centra a sua acção no período da guerra colonial: «Soldados à deriva, pobreza e prostituição em Lisboa. No Norte de Moçambique, em Metangula, Lago Niassa, dois homens feridos escrevem um livro de memória e violência da cidade capital do império a desfazer-se, onde mergulharam enquanto jovens inexperientes, antes de irem à guerra».



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