A Frente Comum
acusa o Governo
de estar de má-fé
Intensifica-se a luta nos locais de trabalho

LUTA Os trabalhadores de várias empresas e locais de trabalho, dos sectores público e privado, não desistem de ver satisfeitas as suas reivindicações e preparam, por isso, iniciativas de protesto.

Para hoje, pelas 10h15, a Fectrans convocou uma concentração junto à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, para exigir a reversão do despedimento de dez trabalhadores da EMEF. Na iniciativa, a reivindicação central é a passagem aos quadros da empresa daqueles trabalhadores, que laboravam em Santa Apolónia subcontratados a uma empresa de trabalho temporário.
Aquela reclamação é tanto mais pertinente quanto se sabe que a administração da CP/EMEF pediu autorização para recrutar dez trabalhadores para as oficinas de Santa Apolónia. Acresce que permanece pendente uma anterior solicitação para a contratação de outros 50. Sindicatos e trabalhadores reclamam, por isso, que a tutela despache o quanto antes estes processos, considerando, além do mais, que o material circulante se acumula no estaleiro em prejuízo do serviço público de transporte ferroviário.

Para amanhã, sexta-feira, 21, das 16h30 às 21h00, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (FCSAP) convocou um protesto frente ao Ministério das Finanças em defesa da integração dos trabalhadores com vínculos precários na Administração Pública.
Em comunicado, a Frente Comum acusa o Governo de estar de má-fé, lembrando que o executivo PS escusou-se sempre a esclarecer o que sucederia aos trabalhadores que, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), não requereram a passagem a efectivos, cuja solicitação fosse indeferida ou que tenham saído dos serviços até 31 de Dezembro de 2016.
Sabe-se agora que a «solução» do Governo para estes casos é o despedimento, alerta a FCSAP, para quem aquela decisão, tomada sem discussão com os sindicatos e no fim do prazo das candidaturas ao PREVPAP, viola a negociação colectiva.
«A Frente Comum repudia esta atitude e apela a que todos os trabalhadores exijam a sua integração [na Administração Pública], fazendo corresponder um vínculo efectivo às necessidades permanentes a que dão resposta nos serviços públicos», reitera-se no referido texto.

Agenda da luta

Ontem, quarta-feira, 19, realizaram-se dois plenários na General Cable CelCat, em Sintra, para avaliar o resultado da reunião entre a administração da empresa e o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, ocorrida dia 14. Certa é a determinação e unidade dos trabalhadores em lutar pela valorização dos seus direitos e salário, sublinha o SIESI.

Avaliar a agenda da luta proposta pelos sindicatos é também o que vão fazer os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, no próximo dia 25. Em cima da mesa está a possibilidade de cumprir dois períodos de greve de 24 horas nos dias 1 e 3 de Agosto.
A justificar a paralisação está o facto de o Governo e a administração do Metro, «em vez de se empenharem em resolver os graves problemas herdados do governo anterior (PSD/CDS)», terem «optado por um clima de confronto, através da alteração unilateral das regras de prestação de trabalho e horários, quando o que se precisa é que sejam admitidos os trabalhadores que são necessários, se dote a empresa do material circulante adequado, se melhorem as condições nas estações», realça a Fectrans.



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