Concerto

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Dia 1, sexta-feira – 21h00

Palco 25 de Abril

 

Orquestra Sinfonietta de Lisboa

Coro Sinfónico Lisboa Cantat

Maestro Vasco Pearce de Azevedo

Maestro Jorge Alves – Coro

Solistas Marco Alves, Nuno Dias, Mário Laginha

 

Canções Populares, Patrióticas

e Revolucionárias Russas e Soviéticas

 

O concerto da noite de sexta-feira tornou-se um elemento emblemático da Festa.

Pela originalidade da sua inclusão anual há mais de duas décadas numa festa popular ao ar livre, mas também pela sua qualidade, pelo rigor sempre procurado de respeitar a música erudita tocada e o vasto auditório.

Mas há mais. O concerto transformou-se também numa criadora forma de assinalar tematicamente cada Festa.

Sem cair na solução simplista (e comprovadamente limitadora) de criar «um tema para a Festa», o concerto abriu a possibilidade, pelas suas características, dimensão, complexidade e qualidade de, ano após ano, assinalar uma temática cultural e politicamente relevante e de lhe conceder importância no programa sem de qualquer forma limitar a sua criadora diversidade e a sua ligação profunda a um público diverso e interessado.

Em 2017 não haveria seguramente duas possibilidades temáticas: 100 anos de Futuro – A Revolução de Outubro de 1917.

De imediato, parecia que era projecto a não criar grandes dificuldades: a Revolução Soviética gerou um período de fulgurante criatividade artística nos mais variados sectores – a que a música não foi alheia.

Mas o programa vai mais longe. Com toda a justeza, havia que referir que, pese a brutal submissão czarista, o povo russo produziu de há muito soberbas criações musicais que constituíram a resposta humana do povo e das suas criações mesmo face à tirania. Dessa criatividade recebeu a Revolução de Outubro um inestimável património.

E esse será o primeiro andamento do Concerto de 100 Anos de Futuro que este centenário comemora.

Seguir-se-ão as jornadas exaltantes que o eterno livro de John Reed baptizou no seu título Os Dez dias Que Abalaram o Mundo. Nesses dez dias e sobre esses dez dias centenas de composições musicais foram escritas – e elas constituirão o cerne do segundo andamento do nosso concerto.

O assalto do Palácio de Inverno também se recorda com acordes, melodias, instrumentos, sons – música.

O terceiro andamento será a homenagem ao povo vitorioso, mas, sobretudo, à vitória do povo. A construção de uma revolução onde o trabalho assumiu o natural papel central e um mundo a cuja construção se lançava a classe operária e todos os trabalhadores.

Teremos sobretudo o mais humano dos instrumentos musicais: a voz.

Na criatividade que recordar a Revolução exige e permite, não se esquecerá que os sons e as imagens são faces da mesma criatividade humana.

Eisenstein e Dziga Vertov foram convocados para a sexta-feira da Festa, lado a lado com a Sinfonietta de Lisboa e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat.

 

Produção

Vasco Pearce de Azevedo

Jorge Alves

Ruben de Carvalho

Manuel Jorge Veloso

 

Colaboração

Alexandre Branco Weffort

 

Textos

Alexandre Branco Weffort

Manuel Jorge Veloso

Ruben de Carvalho

 

Criação gráfica

José Araújo

 

Produção executiva

Inês Mota

Ângela Serrano

Colectivo dos Espectáculos

da Festa do «Avante!»

 

Assistente de Edição Vídeo

Félix Magalhães

 

Ecrãs vídeo

Medialuso, Lda.

 

Som

Puro Áudio

 

Iluminação

Pedro Leston

 

Director de palco

Nuno Cruz

 

Pianos

Logístiva FR Pianos

 

Montagem de cena

Puro Áudio

Tapada Crew

 

Agradecimentos

Centro Cultural de Belém

Escola Superior de Música

Escola Superior de Música de Lisboa

Banda da PSP

Teatro Municipal de S. Luís

A. V. Alexandrov Conjunto

Académico de Canções

e Bailado do Exército Russo

ONC, Produções Culturais

 



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