Aconteu
Incêndios consumiram 122 mil hectares de floresta

A área ardida em Portugal, entre 1 de Janeiro e 25 de Julho, elevou-se a 122 220 hectares de floresta, sete vezes mais do que a média dos últimos oito anos em período homólogo, segundo dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.
O EFFIS, que pertence ao Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, afirma ainda que a área ardida em Portugal representou um terço da área ardida da União Europeia, durante o mesmo período.
Só na última semana, os incêndios nos distritos de Castelo Branco, Santarém e Portalegre terão consumido quase 30 mil hectares, indica a mesma fonte.


Banca elimina 800 postos de trabalho

Os quatro principais bancos que operam em Portugal eliminaram 800 postos de trabalho no primeiro semestre, prevendo-se que outros tantos sejam extintos até ao final do ano.
Segundo contas feitas pela agência Lusa, o maior número de saídas ocorreu no Novo Banco, de onde, entre Janeiro e Junho, saíram 366 pessoas, permanecendo na entidade 5706 trabalhadores.
Na Caixa Geral de Depósitos (CGD) cerca de 300 trabalhadores saíram do activo, mediante reformas e pré-reformas. No final de Junho, o banco público contava com 8070 trabalhadores em Portugal.
Já no BCP, o maior banco privado português, depois da redução de centenas de trabalhadores nos últimos anos, mantinha ao serviço 7303 funcionários em Portugal, apenas menos 30 do que no final de 2016.
Por fim, o BPI reduziu o quadro de pessoal em 119 trabalhadores, tendo chegado a final de Junho com 5406 funcionários.


25 milionários detêm 10% da riqueza do país

Os 25 portugueses mais ricos são detentores de dez por cento da riqueza do país, tendo visto a sua fortuna crescer para 18,8 mil milhões de euros.
Segundo a lista anual dos 25 mais ricos de Portugal, elaborada pela revista Exame, as 25 maiores fortunas portuguesas registaram, pelo quarto ano consecutivo, um crescimento assinalável em relação ao ano anterior, altura em que equivaliam a 8,3 por cento do Produto Interno Bruto.
«É o maior crescimento anual dos últimos anos: neste ano, as 25 maiores fortunas cresceram quase quatro mil milhões de euros», refere a Exame na sua edição de 26 de Julho.


Metade dos portugueses passa férias em casa

Em 2016 quase metade dos portugueses (47,2%) não teve dinheiro suficiente para gozar uma semana de férias fora de casa, segundo dados do Eurostat, divulgados dia 31.
Ainda assim, o número daqueles que foram de férias em 2016 foi o mais elevado dos últimos anos, revela o gabinete de estatísticas da União Europeia.
Desde 2010, a percentagem de portugueses que passaram as férias em casa esteve sempre acima dos 50 por cento. Em 2015 foram 51,3 por cento e, em 2014, chegaram aos 55,6 por cento.
Portugal é o sétimo país com uma percentagem mais elevada de cidadãos que não conseguem ir de férias, ao lado da Itália (47,2%) e da Hungria (50,7%).
Entre os 28 países analisados pelo Eurostat, um em cada três cidadãos da União Europeia não conseguiu ter uma semana de férias fora da sua residência, mais precisamente, 32,9 por cento de europeus não foram de férias no ano passado.


Concerto homenageia Olga Prats

A Casa da Música acolheu, dia 1, na abertura da segunda edição do Porto PianoFest, um concerto de homenagem à pianista Olga Prats, que assinala os 65 anos de carreira.
Além da pianista, o concerto contou com a participação de Artur Pizarro, Alejandro Oliva, Sara Vaz, Nuno Marques e António Victorino d’Almeida.
Nascida em 1938, em Lisboa, Olga Prats é «uma das mais proeminentes e influentes pianistas portuguesas», salienta a Casa da Música, tendo sido fundadora de conjuntos como o duo de piano e viola com Ana Bela Chaves, Grupo de Câmara do Festival do Estoril, Opus Ensemble, Colecviva – Grupo Experimental de Teatro Musical Contemporâneo.


Morreu a actriz Jeanne Moreau

A actriz francesa Jeanne Moreau morreu, dia 31, em sua casa, em Paris, aos 89 anos.
Ao longo de uma carreira de 65 anos, como actriz, cantora e realizadora, Jeanne Moreau participou em mais de 130 filmes. Foi distinguida com o prémio de Melhor Actriz, no Festival de Cannes, em 1960, e, na década de 90 recebeu um César também pela melhor representação.
Trabalhou com alguns dos mais célebres realizadores de cinema, caso de Louis Malle, François Truffaut, Wim Wenders, Orson Welles ou Michelangelo Antonioni. O seu penúltimo trabalho no cinema foi com Manoel de Oliveira, em «O Gebo e a Sombra», em 2012.



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