Século X – Igreja de Santa Maria de Lebeña

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Rodeada por montanhas e situada entre vinhedos, prados e terras de cultivo, fora do núcleo principal da povoação de Lebeña e próximo do rio Deva, na Cantábria, a pequena igreja de Santa Maria de Lebeña é uma jóia arquitectónica e uma das mais representativas da arte moçárabe em Espanha. Desconhece-se a data da sua construção, mas documentos existentes nos arquivos de Santo Toribio apontam que terá sido mandada erigir pelos condes Alfonso e Justa no ano 925. Arcos de ferradura, janelas em diferentes alturas para receber a luz, colunas trabalhadas, uma pedra com diversos símbolos onde se destaca um sol em movimento, que se admite ser uma antiga estrela celta, são alguns dos motivos de interesse desta pequena igreja, a juntar aos magníficos retábulos, designadamente a da Virgem de Santa Maria ou do Bom Leite, talha do século XV considerada uma das mais belas imagens do gótico da Cantábria. Os mais de mil anos de história da igreja acolhem mitos e lendas dos povos e culturas que habitaram o local, como testemunham as suas duas árvores icónicas, uma do Norte e outra do Sul: um teixo, árvore sagrada dos druidas, dita da vida e da morte, onde se celebrava o concelho do povo, e uma oliveira milenar, símbolo da paz. Diz a lenda que as raízes de ambas se entrelaçam simbolizando a coexistência pacífica.




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