Aconteu
Incêndios já devastaram 140 mil hectares

Entre Janeiro e meados deste mês foram registados cerca de dez mil incêndios florestais que consumiram 141 mil hectares, segundo dados provisórios divulgados, dia 16, pela Proteção Civil.
Sem contar com as ocorrências mais recentes, o fogo já consumiu mais 26 mil hectares do que no ano passado, tendo o número de ignições aumentado 2575.
Segundo referiu em conferência de imprensa o comandante nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Rui Esteves, o presente ano distingue-se igualmente por um índice de severidade meteorológica, cujos valores são os mais elevados desde 2005.
«A severidade meteorológica» não é «apenas na temperatura, é também no índice de secura dos combustíveis e também no vento, que quando tem rajadas fortes provoca nos incêndios um desenvolvimento muito mais rápido e eruptivo», explicou Rui Esteves.
Segundo o índice meteorológico de seca, em Julho, 16,5 por cento do território estava em «seca moderada», 69,6 por cento em «seca severa» e 9,2 por cento em seca extrema.


Complemento Solidário chega a mais 6 mil idosos

Quase mais seis mil idosos passaram a receber o Complemento Solidário (CSI) no último ano, havendo actualmente 166 170 pessoas que beneficiam desta prestação social, segundo dados estatísticos da Segurança Social divulgados dia 21.
O aumento verifica-se também em comparação com os meses de Junho e Julho últimos, com mais 564 idosos a terem direito ao CSI.
De acordo com o ISS, a maioria dos beneficiários são mulheres (116 599), e estão sobretudo concentrados nos distritos do Porto (27 220), Lisboa (24 810) e Região Autónoma dos Açores (17 534).


Número de Inscritos baixa nos centros de emprego

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16,4 por cento em Julho, face a igual mês de 2016, para 416 275 pessoas, e 0,5 por cento face ao mês anterior, segundo dados divulgados, dia 21, pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Segundo o Instituto é preciso recuar quase dez anos, até Dezembro de 2008, para encontrar um número mais baixo do que o observado no mês em análise.
O desemprego afectava em Julho 44 454 jovens, o que representa uma redução homóloga de 19,5 por cento (menos 10 755 mil jovens). Já o número de desempregados de longa duração foi de 211,7 mil no mês de julho, diminuindo 13,5 por cento em relação ao mês homólogo (menos 33 mil pessoas).


Setúbal é palco de festa do teatro

A 19.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Setúbal abriu dia 18 e prolonga-se até ao próximo domingo, 27, com um programa diversificado.
No cartaz destacam-se 24 peças de teatro, nove das quais a concurso na secção «Mais Festa», de companhias nacionais e estrangeiras.
Organizado pelo Teatro Estúdio Fontenova, em parceria com a Escola Secundária Sebastião da Gama e com a Câmara Municipal de Setúbal, que financia a iniciativa, o certame decorre em vários espaços da cidade e integra actividades paralelas como «Conversas de Teatro» e exposições.
O preço dos bilhetes é de oito euros e de seis euros para os estudantes, maiores de 65 e menores de 25 anos.


Câmara de Alcácer do Sal vence acção contra EDP

A Câmara de Alcácer do Sal (Setúbal) revelou, dia 16, ter vencido uma acção judicial interposta contra a EDP Distribuição SA, por «receita indevida», obtida pela empresa ao disponibilizar os postes de eletricidade a operadores de telecomunicações.
Em comunicado, o município refere que a EDP Distribuição foi condenada por um tribunal arbitral a pagar à autarquia metade de toda a receita que auferiu desde 2008 até ao presente.
A autarquia assinala que se trata de uma decisão «inédita» que «promove uma maior responsabilidade dos concedentes enquanto entidades a quem o património público é atribuído para gestão», admitindo que «outros municípios irão intentar acções similares».


OIT estuda mudanças no mundo do trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou, dia 21, a criação de uma comissão para o futuro do trabalho, para analisar as transformações no mercado laboral causadas pelas evoluções «tecnológica e demográfica, globalização e alterações climáticas».
Segundo referiu Guy Ryder, director-geral da OIT, vive-se um «momento de extraordinária mudança no mundo do trabalho», que exige respostas sobre como a «política e as instituições criarão oportunidades para um trabalho decente», realçou.
Sobre a robotização do trabalho, a inteligência artificial e outras inovações que estão a mudar o mundo laboral, Ryder considerou que «não há nenhuma razão para que não devamos olhar o futuro com optimismo».



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