• Gustavo Carneiro

Um vibrante comício de uma Festa sempre nova

Ao fim de tantos anos, o que falta dizer sobre o comício da Festa do Avante!? Que foi imenso, um verdadeiro mar de gente a perder de vista? Que dele emanou a imparável força das convicções e da acção organizada dos que não desistem de lutar por um país e um mundo sem exploração nem opressão? Que nas várias intervenções nele proferidas se avançou análises e propostas para muitos dos mais graves problemas nacionais e se mobilizou para as múltiplas tarefas e combates que aí vêm? Que representou um imponente momento de solidariedade internacionalista, com a presença de dezenas de delegações de partidos comunistas e forças progressistas?

Sim, o comício da Festa foi isso tudo, uma vez mais, e no entanto foi único. Porque há sempre gente nova que nele participa, acrescentando a sua força à do grande colectivo que é o PCP e ao seu projecto; porque são sempre novas as batalhas do quotidiano em defesa dos trabalhadores e do povo; porque a cada dia que passa são mais e mais válidas as razões para prosseguir e alargar a luta contra o capitalismo e pela nova sociedade.

No ano em que se assinala o centenário da Revolução de Outubro, o comício expressou de forma inequívoca a determinação dos comunistas portugueses (e de tantos outros que os acompanham) em continuar a desbravar o caminho aberto pelos bolcheviques russos. Como afirmou o Secretário-geral no seu discurso, o PCP «considera que, por diferenciados caminhos e etapas, conforme a realidade e as condições de cada país, o socialismo se afirma como objectivo da luta de emancipação dos trabalhadores e dos povos, como perspectiva e condição para a plena libertação e realização humana». É esse o objectivo supremo e a razão de existência do PCP, que enquadra e dá sentido às lutas parcelares que diariamente trava.

Também as eleições autárquicas, que se realizam em menos de um mês, a ampliação da luta dos trabalhadores e do povo e o objectivo estratégico do reforço da organização, intervenção e implantação do Partido estiveram em destaque nas intervenções do Secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, do director do Avante!, Manuel Rodrigues, e de Luís Silva, da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, que reproduzimos na íntegra nas páginas seguintes.

Mas se as palavras ditas são determinantes num comício, a entrega e o empenho demonstrado pelos milhares de participantes não são menos reveladores da força e singularidade desta realização e do Partido que a promove: a forma como escutaram e reagiram às intervenções, cantaram o Avante, Camarada, A Internacional e A Portuguesa e dançaram a Carvalhesa final demonstra a combatividade e a alegria necessárias para enfrentar e superar os duros e decisivos combates que esperam os comunistas, os trabalhadores e os povos.

Uma palavra final para os convidados internacionais, que não conseguiram esconder o seu espanto e entusiasmo pela grandeza do comício e da Festa, filmando e fotografando os seus aspectos mais empolgantes, sobretudo a parte final – «para mostrar aos meus camaradas», como disseram vários.




 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: