Breves
GRUPO PARLAMENTAR
Modernizar o Arsenal do Alfeite

Os deputados do PCP Bruno Dias e Jorge Machado questionaram recentemente o Governo acerca das suas reais intenções relativas ao Arsenal do Alfeite. Numa nota emitida pelo seu Gabinete de Imprensa, na qual se dá conta da questão colocada pelo Grupo Parlamentar, a Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP (DORS) lembra a longa luta dos comunistas pela defesa e valorização do estaleiro e realça a necessidade da sua modernização para «melhorar a capacidade de reparação e construção naval», insistindo na urgência de o capacitar com as condições necessárias para proceder a algumas das manutenções dos submarinos. Para o Partido, trata-se de um «projecto de elevado interesse nacional», não só pela poupança que representa como pelo que pode contribuir para uma ainda maior internacionalização do Arsenal.

Na questão colocada, informa a DORS, os deputados comunistas começam por valorizar o «importante passo» dado pelo executivo do PS, que decidiu «proceder aos investimentos necessários para a modernização do Arsenal», ao mesmo tempo que querem saber se são verdadeiras as notícias vindas a público que dão conta que o Ministério das Finanças «está a protelar o investimento e a bloquear o processo de lançamento do concurso internacional». Bruno Dias e Jorge Machado querem saber se o referido ministério confirma a informação e, caso o faça, qual a razão pela qual está a atrasar as autorizações necessárias para proceder ao lançamento do concurso internacional de modernização do Arsenal do Alfeite.


ÉVORA
Defender a PT e os seus trabalhadores

Uma delegação do PCP esteve recentemente junto às instalações da PT na Malagueira, em Évora, a contactar com os trabalhadores da empresa. Entre os presentes estava João Oliveira, presidente do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República e deputado eleito pelo círculo eleitoral de Évora. Os vários trabalhadores contactados pela delegação comunista deram conta do seu repúdio quanto às intenções da Altice de os obrigar a rescindir os seus contratos com condições miseráveis e da pressão psicológica que está a ser exercida sobre eles.

Foi dado o exemplo de um trabalhador que foi forçado a assinar um acordo com uma empresa de prestação de serviços e que manteve as mesmas funções e o mesmo horário, responde exactamente à mesma chefia e utiliza a mesma viatura de serviço, mudando apenas o seu vínculo profissional, que deixou de ser com a PT. Um outro, engenheiro, contou como foi posto a exercer funções num contact-center e, passados seis meses, colocado numa sala sem funções por não ter aceitado a rescisão do seu contrato. O PCP transmitiu a todos a sua mais firme solidariedade e deu a conhecer as suas iniciativas em defesa dos trabalhadores da PT e da própria empresa. Os comunistas comprometeram-se a tudo fazerem para estimular e desenvolver a luta dos trabalhadores da PT pelos seus direitos.