Projecto assente no trabalho, honestidade e competência
Mais força à CDU para fazer o País avançar

AUTÁRQUICAS A menos de um mês das eleições, o Secretário-geral do PCP participou no sábado, 9, em dois comícios no distrito de Lisboa – nos concelhos de Sintra e Loures, onde apelou ao reforço da CDU, a garantia de se poder dar novos passos e avanços na resposta aos problemas do País, dos trabalhadores e do povo.

O ambiente de confiança vivido nas iniciativas prova um maior enraizamento, largo apoio e crescente reconhecimento do papel e importância da Coligação PCP-PEV, a grande força de esquerda no Poder Local.

Nas Mercês, Sintra, durante a tarde, estiveram mais de uma centena de pessoas que, com a sua presença, deram apoio ao reconhecido projecto da CDU – assente no trabalho, na honestidade e na competência, com soluções e proposta alternativa.

Antes das intervenções, subiram primeiro ao palco os Black Diamond, seis jovens, do Clube de Mulheres da Tapada das Mercês, que apresentaram, com ritmos coordenados, house africano e ensinaram a dançar o funaná. A meio da actuação, muito aplaudida, ergueram reivindicações de futuro: «habitação», «cultura», «desporto», «saúde» e «educação». Segui-se o rapper Neko – que deu a conhecer alguns dos seus originais – e as músicas, também de intervenção, de António Pinheiro.

Depois, foram chamados, por Elisabete Borges, os primeiros candidatos da CDU às assembleias de freguesia de Algueirão-Mem Martins, Vítor Ferreira, e de Rio de Mouro, Luís Morais, assim como à Câmara, Pedro Ventura, e Assembleia Municipal, António Filipe. Lino Paulo é o mandatário concelhio da candidatura.

Presente esteve também – entre outros candidatos e dirigentes políticos – Rogério Cassona (da Comissão Executiva e do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes», e cabeça-de-lista à Assembleia da União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar), Ana Gusmão (do Comité Central do PCP) e Armindo Miranda (da Comissão Política do PCP).

António Filipe salientou que o concelho de Sintra «não é uma sala de visitas», mas «um município deste País, com mais de 400 mil habitantes», que «sente os problemas» de «uma Área Metropolitana que cresceu de forma desordenada», dos «transportes que são caros e maus», do «trânsito infernal do IC 19», da «sobrelotação dos equipamentos sociais» e do «acesso à saúde». «Este concelho precisa de uma maioria CDU, para que os problemas sejam enfrentados», apelou.

A Pedro Ventura coube apresentar o programa eleitoral para o concelho. Entre outras propostas, a Coligação PCP-PEV reclama a «construção de um hospital público no concelho de Sintra», reivindica a «criação de um serviço público de cuidados continuados e de cuidados paliativos» e promete «acabar com o estacionamento pago em torno das estações de comboio», assim como «reestruturar a recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos, assim como dos serviços de limpeza e varrição urbana».

Por outro lado, será dado todo o apoio à «instalação de Áreas de Localização Empresarial» e potenciada a «capacidade produtiva instalada no concelho, em particular as indústrias das rochas ornamentais, para o que será indispensável a requalificação da Linha do Oeste e do Centro Logístico da Pedra Furada». A «reposição das freguesias» é outra das exigências.

Provas dadas
No final, Jerónimo de Sousa afirmou que a CDU «vale a pena» em maioria, onde tem «obra realizada e provas dadas», ou em minoria, pelo «trabalho positivo e eficaz que desenvolve quando lhe são confiadas responsabilidades», «fiscalização, crítica e denúncia de abusos, incompetências e irregularidades», «seriedade e sentido de responsabilidade que os eleitos colocam no exercício das suas funções» e «propostas positivas que apresenta».

Nesta nova fase da vida nacional, o Secretário-geral do PCP advertiu que «são precisos avanços na resposta aos direitos dos trabalhadores», para que se possam dar «novos passos» na reposição de direitos eliminados e no aumento geral dos salários, designadamente na Administração Pública. Jerónimo de Sousa insistiu no aumento do salário mínimo nacional para 600 euros a partir de Janeiro de 2018.

A reposição do direito dos trabalhadores da Administração Pública à progressão nas carreiras é «uma medida essencial para valorizar os trabalhadores e os serviços públicos depois de quase uma década de negação desse direito». Este direito deve ser efectivado em 2018, cumprindo uma medida que foi inscrita no Orçamento do Estado de 2017 por iniciativa do PCP.

Ultrapassar obstáculos

Nos concelhos de Sintra e de Loures, Jerónimo de Sousa destacou alguns «avanços» conseguidos graças à iniciativa das forças que se congregam na CDU e do seu papel no quadro das alterações verificadas na composição da Assembleia da República e da sua acrescida influência condicionadora das opções políticas. Reportando-se aos mais recentes, indissociáveis da luta e da iniciativa do PCP, deu conta da aplicação da gratuitidade dos manuais escolares a todos os alunos do 1.º ciclo (cerca de 370 mil), no ano lectivo 2017/2018; o acesso gratuito aos museus e monumentos nacionais aos domingos e feriados de manhã; do aumento extraordinário das pensões de reforma, abrangendo mais de dois milhões de reformados com pensões até 631 euros.




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