Aconteu
Forte de Peniche, símbolo da resistência

A transferência da Fortaleza de Peniche para a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) – tendo em vista a recuperação do monumento e a instalação de um museu nacional da luta pela liberdade e pela democracia – foi oficializada pelo Governo numa portaria publicada, dia 7, em Diário da República.
Em Setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche constava da lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do programa Revive, mas passados dois meses foi retirada, face à oposição do PCP e de amplos sectores da sociedade.
Em Abril passado, o Governo determinou que o futuro museu a criar na fortaleza ficaria sob a tutela da DGPC, tendo anunciado um investimento de 3,5 milhões de euros para avançar com obras de reabilitação do monumento.
A portaria salienta que «a Fortaleza de Peniche vê assim reconhecido o seu papel enquanto símbolo de resistência, de luta pela liberdade, de solidariedade e de cultura, transmitindo às novas gerações os valores da democracia, estando indissociavelmente ligada à memória de todos aqueles que lutaram heroicamente contra a repressão do Estado Novo».
A Fortaleza de Peniche, classificada como monumento nacional desde 1938, foi uma das prisões do regime fascista de onde se conseguiram evadir, em 1960, Álvaro Cunhal, entre outros destacados dirigentes do PCP, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.


Exposição «Turbulências» para despertar consciências

As realidades e contradições sociais, como os refugiados, as ditaduras e o racismo estão no centro da exposição «Turbulências», inaugurada, dia 8, na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa.
A mostra inclui dezenas de obras de arte – fotografia, vídeo, escultura, pintura e instalação – que abordam as realidades de países como a Argentina, Brasil, Cuba, México, Espanha, ou Venezuela.
Apesar de se referirem a aspectos sociais e políticos específicos da América Latina, tais problemas afectam outros continentes, como a Europa e a Ásia.
A exposição, que se insere na programação do evento Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura 2017 – Passado e Presente, vai ficar patente até 3 de Dezembro.


Par português vence taça do mundo de ginástica

João Martins e Carolina Dias venceram a taça do mundo de ginástica acrobática, evento desportivo que decorreu, entre os dias 7 e 10, no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, co-organizado pelo Ginásio Clube Português e pela Federação de Ginástica de Portugal (FGP).
A competição, que teve a participação de 53 ginastas de nove países (Áustria, Bélgica, Espanha, França, Israel, Holanda, Polónia, Portugal e Rússia), encerrou o circuito mundial da modalidade, que já era liderado pela dupla portuguesa, posição que manteve alcançando o título mundial de 2017.


Colecção Miró exposta ao público em Lisboa

A Colecção Miró, composta de 85 peças provenientes do antigo Banco Português de Negócios (BPN), está pela primeira vez exposta na sua totalidade, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
A exposição do artista catalão, inaugurada, dia 7, na capital, foi inicialmente apresentada na Casa de Serralves, no Porto, entre Outubro de 2016 e Junho deste ano, onde recebeu um total de 240 048 visitantes. Porém, na altura ficaram de fora sete obras, por falta de espaço, que agora podem ser apreciadas.


Festival em Almada promove arte urbana

A Câmara de Almada promoveu, entre os dias 9 e 19, o primeiro Festival Urbano, com o objectivo de promover e dar a conhecer as várias vertentes da cultura urbana, com música, skate, dança, graffiti, entre outros eventos.
O certame incluiu a Mostra de Graffiti de Almada, com a criação de murais sobre a temática «Vivências na Cidade» por 15 artistas seleccionados e alguns convidados.



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