SEP prossegue hoje negociação

Uma nova ronda de negociações entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e o ministro da Saúde ficou marcada para hoje, no seguimento dos compromissos que em Março, com greves decretadas, foram assumidos pelo Governo com a comissão negociadora sindical, constituída pelo SEP/CGTP-IN e o Sindicato dos Enfermeiros da RA da Madeira.

A sessão de hoje foi marcada após uma reunião, na terça-feira, em que o SEP pretendia que o Executivo avançasse com medidas concretas, em particular quanto a: reposição do valor integral das horas «de qualidade» (penosas); diferenciação remuneratória dos enfermeiros especialistas, através da mudança de posição remuneratória; e acordo colectivo de trabalho, contemplando 35 horas semanais para os enfermeiros com contrato individual de trabalho – como informou o SEP na segunda-feira.

Nesse dia, iniciou-se uma greve de cinco dias, convocada por outras estruturas sindicais.

 

Jerónimo de Sousa sobre a luta
e o direito à Saúde

Em declarações na terça-feira, à margem de uma acção da CDU em Algés, Jerónimo de Sousa sublinhou a justeza dos fundamentos e das razões que levam este sector de enfermeiros a lutar por direitos que tinham sido sonegados, particularmente pelo governo PSD/CDS.

O Secretário-geral do PCP relembrou que foi por iniciativa do Partido que reivindicações, como as 35 horas semanais de trabalho, as horas extraordinárias, a valorização do trabalho qualificado, foram colocadas na Assembleia da República, inclusive no quadro da discussão de orçamentos do Estado.

«A luta compreende-se e tem toda a razão de ser», mas «isso não invalida a necessidade de diálogo e negociação», disse Jerónimo de Sousa, expressando votos de que «sejam encontradas respostas a estas legítimas reivindicações dos enfermeiros».

Recordou que «as lutas dos trabalhadores nos sectores do Serviço Nacional de Saúde sempre tiveram em conta a defesa dos seus direitos e dos seus interesses e a salvaguarda do SNS e o atendimento aos utentes». Lembrou ainda que «o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses foi aquele que durante muitos anos mobilizou os enfermeiros para a realização de muita luta, de muita greve, particularmente naqueles quatro “anos de chumbo” do governo PSD/CDS», e «tem esta sustentação na sua capacidade reivindicativa».

 



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