Donald Trump diz que negociar com Kim Jong-un é perder tempo
EUA exigem a Pyongyang escolher diplomacia ou força

ARROGÂNCIA Da Coreia do Norte a Cuba, os Estados Unidos prosseguem as suas ameaças e provocações, pondo em perigo a paz mundial com a sua arrogância imperial.

LUSA

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O secretário de Estado Rex Tillerson revelou que os EUA mantêm «dois ou três» canais de comunicação com a Coreia do Norte e avaliam se Pyongyang quer iniciar conversações sobre o seu programa nuclear.

Tillerson esteve em Pequim e foi recebido pelo líder chinês, Xi Jinping, para preparar a visita do presidente Donald Trump à China, em Novembro. Os dois países estão a trabalhar para uma solução na península coreana.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, confirmou que os canais diplomáticos para um diálogo com o presidente Kim Jong-un estão abertos – mas «não para sempre». E garantiu que, «seja através da diplomacia, seja pela força», Pyongyang não desenvolverá o seu potencial nuclear.

O presidente dos EUA desautorizou, entretanto, o secretário de Estado e aconselhou-o a poupar «energia» por não valer a pena perder tempo a negociar com Kim. Tratar bem o líder norte-coreano, escreveu Trump no Twitter, «não resultou durante 25 anos, por que resultaria agora? Clinton falhou, Bush falhou e Obama falhou. Eu não falharei».

«Ataques sónicos»

Os EUA querem que Cuba reduza 60 por cento do pessoal da sua embaixada em Washington.

A medida segue-se à decisão dos EUA de cortar, em percentagem idêntica, o pessoal na embaixada em Havana, em resposta a um alegado «ataque acústico» sofrido por 21 diplomatas norte-americanos, de que não foram apresentadas quaisquer provas.

Havana considerou «precipitada» a decisão de Washington de reduzir o pessoal diplomático na ilha, medida que só prejudica as relações bilaterais. O governo cubano esclareceu que não tem qualquer responsabilidade nos factos alegados.

Os alegados incidentes sónicos serão um pretexto de Washington para sabotar o processo de normalização das relações EUA-Cuba iniciado em 2014 pelos governos de Barack Obama e Raul Castro.

 



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