Agricultores da Beira Baixa têm de ser compensados

O Secretariado da Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP considera «demasiado vaga» a resposta dada pelo Governo ao requerimento apresentado em Julho pelo grupo parlamentar comunista relativo aos necessários apoios aos agricultores do distrito afectados pelo período de seca prolongada. Nesse documento, assinado pela deputada Paula Santos, o PCP pretendia saber se o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural tinha uma real noção das consequências e prejuízos da seca na Beira Interior, que medidas previa implementar para apoiar os agricultores e se havia a intenção de alargar a área do regadio à zona Sul da Gardunha.

Relativamente a este último ponto, o PCP realçava que este alargamento «permitia minimizar os impactos negativos das condições climatéricas, nomeadamente nos períodos de seca». O armazenamento de água no Inverno asseguraria a «disponibilidade de recursos hídricos para as explorações agrícolas e florestais, as culturas de regadio, abastecimento de água às populações e até para o combate aos incêndios. Nesta matéria, o Ministério limitou-se a constatar que essa zona está elencada numa lista de regadios potencialmente candidatos ao Programa Nacional de Regadios, o qual se encontra ainda em estudo.

Sobre esta questão, como relativamente às restantes, o PCP considera não se verificarem, na fundamentação do Governo, as «efectivas respostas necessárias aos problemas colocados».




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