Aconteu
Incêndios provocaram destruição sem precedentes

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 442 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, divulgados na segunda-feira, 13.
O relatório indica um total de 16 981 ocorrências, com 264 951 hectares de povoamentos e 177 467 hectares de mato ardidos.
O distrito de Coimbra foi o mais afectado, com um quarto (113 839 hectares) do total da área ardida a nível nacional, seguindo-se o distrito da Guarda, com 60 038 hectares ardidos (14% do total) e o de Castelo Branco, com 52 721 hectares (12% do total).
Há ainda a lamentar mais de uma centena de vítimas mortais e 300 feridos, para além de incalculáveis prejuízos materiais.


Desinvestimento agravou desigualdade na Saúde

O relatório «Health at a Glance 2017», da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgado dia 10, refere que um em cada dez portugueses não comprou medicamentos prescritos pelo médico por motivos financeiros no ano passado.
O relatório indica ainda que, a apesar de estar dentro da média da OCDE em matéria de esperança de vida (78,1 anos para os homens e 84,3 anos para as mulheres), o nosso País apresenta elevados valores da prevalência da demência que é de 19,9 casos por mil habitantes, quando a média é de 14,8 por mil habitantes.
Para a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, estes indicadores revelam uma «enorme desigualdade», não só no acesso aos medicamentos.
A bastonária considerou que «apesar dos sinais de alguma recuperação, continuam a sentir-se os efeitos devastadores de uma crise devastadora que atingiu o sector», em resultado do «grande desinvestimento no Serviço Nacional da Saúde, registado nos últimos anos».


Portugal eleito para Conselho da UNESCO

Portugal foi eleito, dia 8, para o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mandato que irá prolongar-se até 2021.
Segundo nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a eleição resultou de uma votação secreta, durante a 39.ª Conferência Geral da UNESCO, realizada em Paris.
Esta é a quarta vez que Portugal é eleito para este órgão da UNESCO, onde cumpriu o último mandato entre 2005 e 2009.


Piloto soma terceira vitória em Moto2

O piloto português Miguel Oliveira somou a terceira vitória consecutiva na classe de Moto2 do Mundial de velocidade, ao triunfar, dia 12, no Grande Prémio da Comunidade Valenciana, 18.ª e última prova de 2017.
Na classificação do Mundial de Moto2, o português fechou no terceiro lugar, atrás do campeão, o italiano Franco Morbidelli (Kalex), e do suíço Thomas Luthi (Kalex), segundo classificado.


Ginastas trazem cinco medalhas da Polónia

Joana Moreira, Rita Ferreira e Beatriz Carneiro conquistaram três medalhas de ouro no Campeonato da Europa de ginástica acrobática de juniores, que decorreu em Rzeszow, na Polónia, entre 16 e 23 de Outubro.
Depois das duas vitórias nas finais individuais com o exercício dinâmico e de «all-around», o trio do Acro Clube da Maia arrecadou nova medalha de ouro, desta feita ao vencer a final da prova de exercício de equilíbrio, que concluiu com 28,855 pontos.
Também no escalão júnior, Mariana Candeias e Marta Nunes, do Ginásio Clube Português, chegaram bronze na prova individual do exercício dinâmico com 27,260 pontos.


Filme português vence festival de Sevilha

O filme português «A Fábrica de Nada», de Pedro Pinho, ganhou, dia 11, o «Giraldillo de Oro» do Festival de Cinema Europeu de Sevilha, o principal prémio para o melhor filme.
O júri destacou a reflexão que o filme mostra sobre alguns factos relacionados com a crise económica vivida em muitos países europeus.
A película estreou-se em Maio no Festival de Cannes, onde venceu o prémio da crítica, a que se seguiu, em Junho, o prémio CineVision, em Munique, para melhor novo filme.
Foi igualmente distinguido nos festivais Duhok, no Iraque, e Miskolc, na Hungria, e seleccionado para os festivais de Londres, Toronto e Jerusalém.



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