Política colonialista de Israel impõe uma política de apartheid
Declaração de Bruxelas apela à condenação de Israel e à solidariedade com os palestinianos

MÉDIO ORIENTE A 1.ª Conferência Europeia sobre os Colonatos Israelitas, realizada dia 6 de Novembro, em Bruxelas, Bélgica, assinalou os 100 anos da «Declaração de Balfour» e condenou a política colonialista de Israel.

A Conferência, coorganizada pela OLP e outras forças palestinianas, contou com a participação de representantes de partidos e movimentos de solidariedade, deputados nacionais, deputados do Parlamento Europeu, jornalistas e especialistas sobre a questão palestiniana, oriundos de 24 países, bem como diversas figuras destacadas da luta e resistência palestiniana. O PCP esteve presente a convite da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), representado por Miguel Viegas, deputado no Parlamento Europeu.

Para além de debater a política colonialista de Israel, que ocupa ilegalmente territórios palestinianos, a iniciativa serviu para assinalar os 100 anos da «Declaração de Balfour», através da qual o Império Britânico arquitectou a partição do território histórico da Palestina e que conduziria mais tarde à criação do Estado de Israel.

Apelidada de «Declaração de Bruxelas», a conferência terminou com a adopção de uma declaração onde, entre outros diversos pontos, é denunciada a política colonialista de Israel que integra a expansão ilegal de colonatos na Cisjordânia e em Jerusalém Leste, que impõe, de facto, uma política de apartheid e constitui um obstáculo efectivo ao estabelecimento de um Estado palestiniano viável e soberano – isto é, à solução dos dois estados. A declaração apela à denúncia e condenação da política de ocupação israelita e à adopção de medidas efectivas que pressionem Israel a cumprir com a legalidade internacional e as inúmeras resoluções das Nações Unidas, nomeadamente quanto à questão dos colonatos. A declaração apela ainda ao reforço da solidariedade com o povo palestiniano e à sua justa causa.

Solidariedade de sempre

Na sua intervenção, Miguel Viegas, entre outros aspectos, reafirmou a solidariedade de sempre do PCP para com a justa causa do povo palestiniano e a sua luta heróica pelos seus direitos inalienáveis. Denunciando que o drama do povo palestiniano é inseparável das agressões, ingerências e manobras dos EUA, da NATO, das principais potências da União Europeia e seus aliados na região do Médio Oriente – que visam controlar esta região estratégica e os seus enormes recursos –, Miguel Viegas afirmou que a dívida histórica de 70 anos para com o povo mártir da Palestina exige da Organização das Nações Unidas uma postura que ponha fim à impunidade de Israel – o país que desrespeita sistematicamente várias resoluções da ONU e os mais básicos direitos humanos – e à ambiguidade e hipocrisia com que se equipara a vítima e o agressor na questão palestiniana.

 



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