Aconteu
Estado aumenta receitas e reduz despesa

Nos três primeiros trimestres do ano, ou seja até Setembro, o défice global das administrações públicas representou apenas 0,3 por cento do Produto Interno Bruto, contra 2,8 por cento em igual período de 2016.
Segundo dados divulgados, dia 22, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este resultado deveu-se ao aumento da receita em 5,5 por cento, com destaque para os aumentos da receita com impostos sobre a produção e importação (7,1%), nomeadamente com IVA, e com as contribuições sociais (5,3%), e a uma diminuição da despesa de 0,4 por cento.
O INE destaca a redução da despesa com prestações sociais (-1,2%) e com juros (-3,7%).
O valor do défice das Administrações Públicas continua a não incluir a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), cujo valor atingirá 4874 milhões de euros, dos quais 3944 milhões de euros foram suportados pelo Estado português, o que corresponde a cerca de 2,1 por cento do PIB.


Impostos «verdes» aumentaram 10,5%

O valor dos impostos com relevância ambiental cresceu 10,5 por cento em 2016 relativamente a 2015, atingindo 4,8 mil milhões de euros, sendo o quarto ano consecutivo em que esta receita aumenta, revelou, dia 20, o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o estudo «As Estatísticas do Ambiente 2016», o aumento da receita dos impostos com relevância ambiental foi «mais intenso» do que o observado para «a totalidade da receita de impostos e contribuições sociais (variação de 2,8%)».
No ano passado, a receita do conjunto do imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos (ISP), do imposto sobre veículos e do imposto único de circulação representou cerca de 97 por cento do total dos impostos com relevância ambiental.
A receita obtida através do ISP subiu 11,2 por cento face a 2015, o imposto sobre veículos aumentou 17,5 por cento e o imposto de circulação 4,5 por centro.


Prevenção de incêndios caiu para metade

As acções preventivas de incêndios nas florestas diminuíram significativamente em 2016, segundo revela um estudo do Instituto Nacional de Estatística publicado dia 20.
O INE conclui que se verificou «um decréscimo de todas as acções no continente face a 2015 (gestão de combustíveis, -24,6%, pontos de água beneficiados, -20,5%, manutenção de rede viária florestal, -40,9%, rede primária de faixas de gestão de combustíveis executada, -55%)».


Gonçalo M. Tavares vence prémio literário

O escritor Gonçalo M. Tavares venceu, dia 21, o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2018, atribuído anualmente pela Universidade de Évora.
O júri destacou a «originalidade» da obra «ficcional e ensaística, marcada pela construção de mundos que entrecruzam diferentes linguagens e imaginários, afirmando-o como um dos autores de língua portuguesa mais criativos da actualidade».
Nascido em Luanda (Angola), Gonçalo M. Tavares, de 47 anos, é professor de filosofia na Universidade de Lisboa.
Instituído em 1996, o galardão distingue anualmente o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa relevante no âmbito da narrativa e/ou ensaio.


SPA distingue médico António Damásio

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu, dia 22, atribuir o Prémio de Vida e Obra ao neurocientista António Damásio.
Em comunicado a SPA realça que o premiado é «um dos nomes mais importantes da ciência a nível mundial e também ao autor de livros que são lidos em todo o mundo por públicos de várias gerações e formações».
«O seu livro “O Erro de Descartes” é, entre outros livros, um exemplo da importância que a sua obra publicada tem tido a nível global», afirma a SPA.
António Damásio tornou-se este ano o primeiro cientista português a receber a Medalha Freud, atribuída por várias instituições holandesas no domínio da psicanálise, que salientaram as suas «originais e inovadoras contribuições para a pesquisa da neurobiologia da mente».


Memórias de Mário Cláudio reunidas em livro

«A Alma Vagueante» é o título do mais recente livro de Mário Cláudio, no qual reúne 25 crónicas sobre os encontros que teve com escritores e artistas.
Inicialmente, as crónicas foram publicadas no Diário de Notícias. «Trata-se de um testemunho de convívio com 25 figuras maiores da cultura portuguesa, todas elas desaparecidas», declarou o escritor a propósito do lançamento da obra.
Ferreira de Castro, Vergílio Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, Jorge de Sena, Júlio Resende, Manuel António Pina, José Saramago, Natália Correia, David Mourão-Ferreira, Fernando Namora ou Eugénio de Andrade são alguns dos retratados por Mário Cláudio.



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