Breves
PCP estranha oposição do PS ao orçamento dos SIMAR

Numa nota da Comissão Concelhia de Loures emitida no dia 5 o PCP estranha a oposição do PS, na Assembleia Municipal de Loures, ao orçamento dos Serviços Intermunicipalizados de Loures e Odivelas (SIMAR). Os votos dos eleitos do PS, juntamente com os de PSD e PPM, ditaram a rejeição do documento, face à abstenção do BE e aos votos favoráveis da CDU, CDS e PAN. Na reunião da Câmara Municipal, realizada apenas alguns dias antes, os vereadores do PS viabilizaram o documento com a sua abstenção e nos contactos prévios com as forças políticas nunca o PS apresentou qualquer proposta de alteração. Para o PCP é falso o argumento de que a rejeição se deveu ao tarifário dos SIMAR para 2018, pois este não só não se encontrava em discussão na reunião da Assembleia Municipal como tinha sido viabilizado na Câmara Municipal pelos vereadores do PS, sem que tivessem sequer apresentado qualquer proposta de alteração.

O PCP considera a rejeição do orçamento dos SIMAR para 2018 um «acontecimento da maior gravidade, podendo ter gravíssimas consequências para as populações dos concelhos de Loures e Odivelas», assim como para os trabalhadores desses serviços. A proposta aprovada pela Câmara, e depois rejeitada pela Assembleia Municipal, prevê «investimentos essenciais e há muito necessários para a melhoria da qualidade dos serviços públicos de abastecimento de água, de recolha de resíduos e tratamento de esgotos, nomeadamente grandes intervenções de renovação das redes de água em Santo António dos Cavaleiros, Sacavém e Loures e o reforço e melhoria da recolha de «monos» em ambos os concelhos. A Comissão Concelhia de Loures lembra ainda que no município vizinho de Odivelas o orçamento e as tarifas dos SIMAR foram aprovados tanto na Câmara como na Assembleia Municipal, ambos com maioria do PS.


MADEIRA
Comunistas querem esclarecer situação do Banif

O grupo parlamentar do PCP na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira entregou recentemente dois diplomas relativos à situação do BANIF: um projecto de resolução a requerer que o Governo Regional, juntamente com o Governo da República, defina até meados deste ano compromissos no sentido de resolver os problemas dos lesados do banco e um voto de protesto sobre o colapso desta instituição bancária, particularmente ligada às actividades da Região Autónoma da Madeira e a actos do Governo Regional.

Este processo, recorda o PCP, culminou «num rasto de lesados e de prejuízos públicos, em contraste com uns poucos que ganharam milhões ao beneficiaram da concessão de créditos, sem controlo e sem garantias de retorno». O Partido entende ser «mais do que tempo de o Governo Regional e o Governo da República assumirem, não uma eventual resolução, como vieram dizer a público, mas sim um compromisso resolutivo para acorrer a estas pessoas lesadas».