Breves
50 anos de MDM

No dia 15 de Fevereiro, às 16 horas, será inaugurada na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, a exposição «50 anos em movimento/mulheres fazendo história». A mostra, patente até ao dia 19 de Maio, assinala meio século de actividade do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), com um passado de afirmação, de consciencialização e promoção das mulheres, bem como de relação de solidariedade, cumplicidades e afectos. Na inauguração haverá Cante Alentejano, com o Grupo do Coral Papoilas do Enxoé, de Vale de Vargo.

Para o dia 10 de Março está marcada uma Manifestação Nacional de Mulheres, em Lisboa, ponto alto das comemorações do Dia Internacional da Mulher (8 de Março) que terão lugar em todo o País.


MURPI toma posição

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) considerou a decisão de aumentar, pela terceira vez, as comissões cobradas aos clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) «uma afronta e um ataque aos rendimentos dos pensionistas». A cobrança de comissões e encerramento de balcões, adianta o MURPI, visa, acima de tudo, «tornar inacessível a utilização dos serviços da CGD, desacreditar o caráter público da instituição e onerar aqueles que menos têm e menos podem».

No dia 31 de Janeiro, realizou-se uma audiência entre o presidente do Conselho Económico e Social (CES) e uma delegação do MURPI, onde foi mais uma vez reafirmada a decisão de excluir a Confederação da representação permanente no CES, tendo sido apresentados argumentos «facciosos, arbitrários, discriminatórios e preconceituosos», em vez da avaliação da candidatura do MURPI.

«É lamentável que após a aprovação da legislação que permite, finalmente, a representação das organizações de reformados» no CES, o seu presidente, Correia de Campos, «assuma uma decisão inaceitável», refere a Confederação, que promete «contestar esta decisão por todos os meios ao seu alcance» e apela às associações e federações de reformados que, em conjunto com a direcção da Confederação, escolham «outras formas de protesto para que de uma vez para sempre ao MURPI seja reconhecido o estatuto de Parceiro Social».


Linha do Oeste

A Comissão de Defesa da Linha Oeste (CPDLO) lançou, dia 1, na Estação Ferroviária das Caldas da Rainha, uma petição pela modernização da Linha do Oeste, contando vir a recolher, no mínimo, as quatro mil assinaturas necessárias à discussão da mesma na Assembleia da República.

A CPDLO denuncia o facto de o plano de modernização da Linha do Oeste, anunciado em 2016, estar significativamente atrasado na sua concretização, que, a verificar-se, abrangerá apenas metade do traçado. Para além da ausência de modernização, há mais de um ano que os utentes se confrontam com a diária supressão de horários, por falta de composições, já que os comboios a diesel em circulação estão em fim de vida e com sistemáticas avarias. A CP – Comboios de Portugal, para reduzir o impacto desta situação, está a alugar autocarros para transportar os passageiros.


Utentes do Andante

O Grupo de Utentes dos Transportes Públicos do Porto considerou uma «boa notícia» o alargamento de Andante a mais linhas que servem os utentes da Área Metropolitana do Porto. Para o grupo, esta medida deverá prosseguir, com maior celeridade, a outras empresas, a mais linhas e outras localidades da região.


Melhorar as acessibilidades

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém apresentou, dia 30, em conferência realizada em frente à estação da CP no Entroncamento, propostas para melhorar as acessibilidades e o desenvolvimento económico da região.


Refeições escolares em Coimbra

Uma delegação da CDU cumpriu, no dia 1 de Fevereiro, um programa de visitas e contactos sobre as questões das refeições escolares em Coimbra, tendo-se deslocado a Taveiro, local de confecção de mais de 4200 refeições escolares que são servidas nas escolas do primeiro ciclo do concelho, e à Escola Básica de Brasfemes.

Francisco Queirós, vereador da CDU na Câmara Municipal, criticou o modelo de alimentação escolar centralizada em empresas e defendeu um modelo em que o próprio Estado é responsável pela confecção dos alimentos.


Defender a saúde

Os presidentes de Câmara do Alentejo Litoral (Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines) foram recebidos, no dia 31 de Janeiro, pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que se fez acompanhar pela secretária de Estado da Saúde, Rosa Zorrinho.

Os autarcas alertaram para os problemas existentes na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, nos constrangimentos na prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares e no financiamento da Unidade de Saúde do Litoral Alentejano. Concretamente, manifestaram ao ministro a preocupação com a falta de pessoal, não só médico e de enfermagem, mas também assistentes técnicos, assistentes operacionais e técnicos de áreas especializadas.

No dia 29, a Plataforma Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde protestou contra o encerramento dos hospitais de São José, Capuchos, Curry Cabral, Santa Marta, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa. Os equipamentos devem encerrar quando forem substituídos pelo novo hospital de Lisboa Oriental, que será gerido em regime de parceria público-privado (PPP) e que deverá estar pronto em 2022.


Acção em Rio Maior

A Comissão de Utentes da Saúde de Rio Maior organizou, dia 26, uma acção pública, de «indignação e protesto», para denunciar a falta de médicos e reivindicar a construção da Unidade de Saúde Familiar, prevista há 10 anos.

 


Problemas no Funchal

No dia 28, no Bairro da Ribeira Grande, a CDU realizou uma iniciativa para denunciar a falta de habitação social no concelho do Funchal, na ilha da Madeira. Segundo Herlanda Amado, eleita nas listas da CDU na Assembleia Municipal, ter «o maior défice habitacional do País» é uma situação que «deve envergonhar quem gere os destinos» da Câmara do Funchal, por existir «um crescente número de famílias do concelho» que são «confrontadas com gravíssimos problemas habitacionais».


Porto degradado

Ilda Figueiredo, vereadora da CDU na Câmara do Porto, e Diana Ferreira, deputada do PCP à Assembleia da República, visitaram, no dia 3, o bairro S. Tomé, em Paranhos.

Após a iniciativa, as comunistas exigiram a reabilitação daquele bairro do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), onde vivem 500 famílias, com muitos problemas e sem condições de habitabilidade dignas.